domingo, 26 de abril de 2015

Vingadores 2 - A Era de Ultron


Olá amigos... Os Vingadores retornam não deixando pedra sobre pedra em seu caminho rumo ao panteão dos Bluckbusters modernos. O filme que estreou no Brasil na última quinta feira (23/04) já levou multidões aos cinemas e, a julgar pelos diversos tipos de pessoas presentes nas diversas sessões, prova definitivamente que vivemos num mundo conquistado pela Marvel. Sem dúvida Kevin Feige consolida seu plano iniciado em 2006 com Homem de Ferro I e prova aos magnatas do entretenimento que a receita do sucesso das adaptações dos quadrinhos é: a) tratar a mitologia original dos personagens como se fosse um cânone a ser seguido a risca, sob o risco dos aficionados perceberem o embuste e botarem tudo a perder; e b) trazer efeitos especiais de primeira com muita luta e cenas grandiosas, sabendo no entanto que isso não vale absolutamente nada se o foco não for colocado na humanidade do herói ou vilão, com suas dúvidas e dramas pessoais.


O filme traz muitas surpresas sobre a vida de alguns personagens bem como sobre a dimensão que a Marvel quer trazer ao seu universo nas telas. Com lançamentos já oficiais de filmes até 2019 e extraoficialmente até 2028, Kevin Fiege finalmente desfralda sua gigantesca visão à indústria do entretenimento. Se antes ela vivia de imediatismos e bilheterias, hoje ela percebe que o plano de longo prazo, sem pressa e com qualidade pode ser a aposta certa. O cuidado com a construção dos personagens em filmes individuais fez com que a plateia no cinema se deleite com cada fala do herói ou vilão, como se duplos sentidos estivessem escondidos e, na maioria das vezes, estão mesmo.


No filme o fã poderá ver em uma sequencia toda fúria do Hulk liberada sobre uma cidade indefesa, algo só visto antes nos quadrinhos clássicos e antigos. Poderá também ver o sutil humor em vários momentos, um humor na medida certa, mas que se fosse usado de forma desmedida traria total descrédito a filme. A presença aqui e ali de personagens que apareceram em filmes anteriores (ex. Falcão, Máquina de Combate) trazem a agradável ideia de coesão à tudo. Novamente a história conduz os Heróis Mais Poderosos da Terra a situações de discórdia e desagregação, porém a solução passa pelo que todo fã quer ver, ou seja, pelo ideal super-heróico.


Um dos pontos de maior expectativa entre os fãs e para mim é o aparecimento do andróide Visão, incrivelmente interpretado pelo ator Paul Betany, com aquela sutileza filosófica tão presente no herói cibernético nos quadrinhos. Paul Betany já era conhecido do Universo Marvel há muito tempo ao fazer a voz da Inteligência Artificial conhecida como Jarvis. A presença do androide a partir de um certo ponto do filme, com toda sua estranheza e comportamento ainda desconhecido, traz uma expectativa contínua sobre sua participação na equipe.


Ultron é o vilão que a Marvel prometia: bizarro, violento, onipresente e quase onisciente. Sua criação é cercada por nobres questões e dúvidas, e sua estranheza pela humanidade faz alusão às ideias e histórias robóticas do Mestre Isaac Asimov. Talvez o único ponto que me chamou atenção negativamente foi a forma às vezes até jocosa que Ultron passou a se dirigir às pessoas. Como se quisesse fazer piadas. Talvez isso possa ser explicado pela sua rapidez em absorver as convenções sociais humanas. O movimento labial do vilão também não me pareceu muito crível, já que como é um robô feito de metal o movimento de sua boca deveria ocorrer em conjunto e não simular as pequenas ações labiais musculares humanas. Mas é claro que estou sendo preciosista nesses comentários, algo que não tem valor algum no conjunto final que é excelente.


Faço menção ainda às ótimas cenas envolvendo as credenciais da pessoa para erguer o Martelo de Thor, algo que rendeu muitas sequencias interessantes. A armadura do Homem de Ferro está muito bonita, e podemos ver Stark verdadeiramente dentro dela, algo que não aconteceu muito em Homem de Ferro 3. Máquina de Combate faz participação honrosa também. Os gêmeos Pietro e Wanda Maximof não fizeram feio. Confesso que não me agradou muito a escolha do ator que interpreta Mercúrio, pois em minha mente ele deveria ser interpretado por alguém mais magro e de cabelos brancos, e para Feiticeira Escarlate eu esperava alguém com um corpo mais "a lá" Angelina Jolie. Mas eles não decepcionaram.


Bom amigos... Essas são minhas impressões e espero que, quem ainda não foi, vá ver. Depois de uma semana cheia de polêmica envolvendo nossas peças da Eaglemoss (Metal x Resina) acho que precisávamos de um descanso assistindo à Vingadores 2!!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Miniatura Marvel Nº 45 - Lince Negra

Miniatura Marvel Nº 45 - Lince Negra

Bom amigos... Diante do grande assunto da semana (o envio da peça Superman Centenial Park de resina ao invés de metal conforme descrição original do Site da Eaglemoss), não podemos deixar passar em branco aqui. A descrição errada nem seria o maior problema, e sim o fato da coleção brasileira ficar diferente daquela vista ao redor do mundo. É possível que por algum problema de confecção essa peça tenha passado de metal para resina em algum momento, no entanto isso deveria ser explicado pela editora. Comprei um e o recebi em resina. Já encaminhei solicitação à empresa para a troca e recebi a seguinte resposta: Informamos que foi solicitado o reenvio da miniaturas sendo o prazo para o recebimento de acordo com a modalidade escolhida no pedido. Por enquanto ficamos no aguardo da resolução ou de um pronunciamento oficial.

Bem... Como a vida não pode parar vamos à nossa personagem protagonista desta matéria.

Lince Negra é Kitty Pryde, para mim, a eterna jovem meiga, doce e apaixonada dos X-Men. Alguém que entrou para o grupo num momento crítico da história mutante, logo após a morte de Jean Grey. Sua presença foi um sopro de alegria, juventude e renovação dentro dos X-Men. Kitty também protagonizou histórias importantes dentre elas e lendária "Dias de Um Futuro Esquecido" de 1981, sendo o pivô do arco. Nessa matéria discutiremos sobre a peça que a representa na Coleção de Miniaturas Marvel e recapitularemos fatos importantes de sua história.

Miniatura Marvel Nº 45 - Lince Negra

A peça traz Lince Negra em uma jovial posição, em pé e com um leve e despreocupado movimento do braço esquerdo. A compleição franzina (embora muito bem torneada) da moça está mantida. Seu uniforme faz parte da época em que esteve ligada aos X-Men. Seus cabelos castanhos estão bem modelados, embora a pintura do uniforme pudesse ter sido feita com um pouco mais de cuidado, já que podemos identificar o amarelo do uniforme central invadir a malha preta do resto do traje.

Miniatura Marvel Nº 45 - Lince Negra

Outro aspecto que muitos fãs comentaram na época do lançamento da peça foi a modelagem do rosto da heroína. Kitty sempre foi conhecida por feições meigas, quase que como as de uma princesa. Diante disso muitos (inclusive eu) consideraram as feições atribuídas à Lince Negra nessa figura um pouco rudes e distantes do delicado rosto da moça nos quadrinhos. Já a presença do Dragão Lockheed pousado no braço direito é um ponto positivo, dando valor ao conjunto, uma vez que o réptil sempre foi "chave" na vida de Kitty. Essa combinação binária entre personagem principal e um acessório ou segundo personagem faltou também, por exemplo, em outra peça, a do Motoqueiro Fantasma pois, embora seja uma peça muito boa, não trouxe consigo a infernal moto do flamejante personagem. Já imaginaram a miniatura do Surfista Prateado sem sua prancha!?

Miniatura Marvel Nº 45 - Lince Negra

Katherine Pryde foi descoberta ainda adolescente pelo Prof. Xavier por meio de seu super computador Cérebro. Essa descoberta levou o Clube do Inferno (outro grupo de Mutantes da época) a se interessar pela jovem. Decidindo-se pela Escola do Prof. X, Kitty foi aos poucos encontrando seu lugar no grupo mutante. Logo de inicio ela manifestou seu interesse amoroso por alguém que (acredito eu) seja sua grande paixão: Colossus. O jovem russo a achou muito jovem para ele, no entanto nunca negou seu interesse recíproco por ela.

Miniatura Marvel Nº 45 - Lince Negra

Colossus e Kitty Pryde talvez seja um dos grandes casais que todo Marvete gostaria de ver junto. Uma atração sincera, cheia de paixão e infelizmente não consumada até hoje. Não compartilho da visão de muitos roteiristas de que casais no mundo super-heróico não podem ficar juntos. Creio que na visão de alguns quadrinistas isso traria estabilidade aos personagens, engessando-os para roteiros futuros. Em minha opinião isso até ajudaria e tornaria mais crível a vida dos personagens, haja vista a relação de Jessica Jones e Luke Cage, Reed Richards e Sue Storm que, apesar dos pesares, enfrentaram juntos dificuldades e crises e ainda estão firmes.

Miniatura Marvel Nº 45 - Lince Negra

Os poderes de Kitty sempre foram muito úteis aos X-Men. Capaz de atravessar matéria sólida Kitty é também imune à maior parte dos ataques no estado de desmaterialização, podendo caminhar no ar quando nessa situação. A mutante já possuiu outro codinome (Ariel) e fez parte de outro grupo de heróis além dos X-Men, o Excalibur. Um grupo com base na Inglaterra e para o qual Kitty entrou ao pensar que os X-Men haviam morrido. Ao lado do Capitão Britânia, Rachel Summers, Noturno e Meggan, Lince Negra viveu diversas aventuras surreais, sendo essa uma fase da vida da heroína que conheço muito pouco.

Miniatura Marvel Nº 45 - Lince Negra

Kitty Pryde representa o ideal de toda garota que acredita na força do amor e não se sente piegas por ser assim. Não abrindo mão, no entanto de uma visão correta e real do quão dura a vida pode ser. O tipo de moça que talvez não faria muito sucesso na escola mas que, no final, seria a garota certa para se casar. Em tempos de histórias em que o abuso da violência parece ser um modus operandi dos quadrinistas para aumentar as vendas, essa é uma personagem que poderia ser muito aproveitada em função da energia positiva que encarna.

Miniatura Marvel Nº 45 - Lince Negra

Bom amigos... É isso aí!! Um grande abraço à todos! o/

sábado, 11 de abril de 2015

Demolidor - NetFlix


A década de 2000 viu nascer um fenômeno nunca antes visto: a expansão da cultura nerd. Pela primeira vez os fãs de quadrinhos conseguiam ver reproduzido nas telas aquilo que conseguiam sentir quando liam simples páginas de revistas de Super-heróis. Todo drama, luta, conflito interno e, acima de tudo, ideal super-heróico parecia que começava a ser traduzido de forma mais fiel no cinema. O ano de 2008 deixou  o mundo boquiaberto com Homem de Ferro I, adaptando para as telonas o herói de uma forma que revelou a todos porque gostamos tanto de quadrinhos. Demolidor (Série original NetFlix) que estreou ontem é produto dessa mesma onda e não decepciona.


Os primeiros episódios já dão o tom da série, ou seja, uma história que ficará (pelo menos aparentemente) circunscrita à um único ambiente, o bairro "Cozinha do Inferno" em Nova York. Para um "vigilante" ser crível em sua adaptação, creio que esse deve ser um dos principais aspectos a ser considerados, ou seja, o violento microcosmo dentro do qual a injustiça ganha um nível tão alarmante que pessoas saem fora da perspectiva usual e se sentem compelidas à fazerem algo. E o microcosmo do Demolidor está muito bem montado na série. Não há batalhas espaciais, cósmicas ou grandes cenas impactantes, o que há é a violência e a vida marginal de pessoas desagregadas e sozinhas. Algo emprestado diretamente (creio eu) da Queda de Murdock de Frank Miller.


Confesso que tinha minhas ressalvas com o ator escolhido para o papel de Matt Murdock (Charlie Cox), pois não conseguia dissocia-lo do papel que ele havia feito em Stardust - O Feitiço da Estrela. No entanto, sua interpretação na pele do herói urbano convence a partir do momento em que ele não tenta aparecer mais que o próprio personagem, fixando-se apenas no drama pessoal de Matt. Wilson Fisk (Vincent D´Onofrio) assusta mesmo ainda não aparecendo tanto nos primeiros episódios. Como uma nuvem negra o Rei do Crime parece cobrir toda a cidade, como um deus controlando tudo. Foggy Nelson (Elden Henson) está bem também na interpretação e traz o balanço mais ameno à vida de Matt. 


A série é cheia de referências aos quadrinhos, inclusive esse uniforme negro provisório adotado pelo herói e só pode ser uma homenagem a adaptação do herói cego para um telefilme de 1989 chamado O Julgamento do Incrível Hulk com Lou Ferrigno (confira na foto abaixo)!! A história do pai de Matt (Jack "Batalhador" Murdock) é bem apresentada e é construida com a dramaticidade que merece, pois o que acontece com o pai é (como todos sempre soubemos) norteador na vida do Demolidor.

O Julgamento do Incrível Hulk - Filme de 1989. O uniforme é exatamente o mesmo da nova série.

Os produtores não sucumbiram à tentação de retratar os super-sentidos do herói de maneira espalhafatosa, mas optaram por uma abordagem discreta e bem direcionada, como se cada sentido em ação escolhesse o alvo de atenção do momento e o expandisse. Gostei muito do fato das referência religiosas, tão presentes na mitologia do herói, serem mantidas na série com o respeito que qualquer religião merece. E nesse caso o catolicismo serve para expandir ainda mais seu drama pessoal, que possui dentro de si uma fome selvagem e brutal (literalmente) por justiça. A fotografia é bem marginal e aproxima Matt do ambiente das brigas de rua, algo que ele preserva como um elo com a profissão de boxeador do pai. Por fim não poderia deixar de falar sobre a incrível abertura!!!!


Uma abertura com imagens emulando sangue, justiça, espiritualidade, o urbano e por fim o herói em sua vestimenta clássica. A maneira como as imagens vão se formando me arremete a forma como (possivelmente) elas são construidas na mente do herói. Excelente! A trilha sonora dá o tom sombrio e reflete muito bem a contexto no qual o herói sempre viveu.


Bom amigos... Nos resta esperar pelas adaptações de Luke Cage, Jessica Jones e Punho de Ferro que, se manterem essa linha de narrativa, só nos trará boas surpresas!!

Abraço à todos!!
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