domingo, 14 de agosto de 2016

Miniatura Marvel Nº 52 - Lagarto

Miniatura Marvel Nº 52 - Lagarto

Vamos falar sobre o Lagarto... ou melhor, sobre o Lagarto e sobre o médico-cirurgião do exército norte-americano Curt Connors, o homem por trás deste que é o mais famoso vilão reptiliano da galeria de vilões do Homem-Aranha. Nesta matéria também analisaremos sua peça dentro da Coleção de Miniaturas Marvel da Eaglemoss. Criado por Stan Lee e Steve Ditko em 1963 durante uma fase de grande criatividade na Marvel no alvorecer da Era de Prata, o Lagarto diferenciava-se dos demais vilões do Aranha ao trazer consigo o componente da tragédia que marcava a vida do bom doutor Connors. Com isto se estabelecia uma certa "zona cinza" sobre a relação entre herói e vilão, o que não era comum até aquele momento. Até ali a ordem comum era uma relação maniqueísta entre estas duas figuras, ou seja, uma concepção de realidade vista de pontos de vistas opostos. O herói Bom e o vilão Mal, o herói Certo e o vilão Errado.

Miniatura Marvel Nº 52 - Lagarto

A peça mostra o Lagarto em sua forma mais clássica, a estranha figura de um homem reptiliano trajando um avental médico. Não há grandes acessórios ou mesmo pontos chamativos na peça, por outro lado também não há erros ou mesmo inadequações na figura. A modelagem obedeceu pontos cruciais no conceito do personagem, tais como, sua pele craquelada, mãos e pés semelhantes à patas de um lagarto, língua bifurcada, cabeça claramente de um réptil e olhos amarelados e estreitos no eixo vertical. Soma-se a isso a robusta e escamosa calda, apresentada adequadamente em um movimento serpenteante. A língua projetada para fora da boca chama atenção na composição final da figura pela cor vibrante e tamanho, emprestando um ar de ferocidade e demência.

Miniatura Marvel Nº 52 - Lagarto

Achei interessante o detalhe do jaleco corroído e destruído nas extremidades dos braços e ao longo de toda sua barra. Este detalhe evidencia os lugares lúgubres e sujos pelos quais o personagem sempre se esgueira. Caso você preste mais atenção poderá, inclusive detectar pequenos furos simulando rasgos no tecido do avental. A calça ainda traz o detalhe do cinto, resquício de humanidade da aterradora figura e, além disso sua barra também encontra-se no mesmo estado das extremidades do avental, rasgada e puída. 

Miniatura Marvel Nº 52 - Lagarto

Mas de onde veio este feroz e estranho personagem? Durante sua juventude o Dr. Curt Connors fora um habilidoso cirurgião que servia o exército salvando as vidas de soldados feridos em combates. No entanto, a Guerra feriria o próprio Connors ao ser vítima de uma explosão que forçaram os médicos a amputarem seu braço direito. Retornando para casa com este déficit funcional estava claro para Connors que sua vida de cirurgião havia acabado. Apesar disto ele manteve-se firme ao iniciar carreira em outra área da ciência na qual possuía extremo interesse: a bioquímica. Casado com Martha e pai de um lindo bebê chamado Billy, Connors poderia ter vivido sua vida sem mais percalços não fosse por sua obsessão pela ausência de seu braço direito. 

Miniatura Marvel Nº 52 - Lagarto

Esta obsessão fez com que ele aprofundasse suas pesquisas sobre a habilidade de certos insetos e répteis em fazer crescer novamente membros arrancados ou perdidos. A partir destas pesquisas Connors desenvolveu um soro e o usou em si próprio (como cobaia), regenerando assim seu braço, no entanto transformando-se em um ser irracional, feroz e com apenas um pálida lembrança de sua humanidade. Ao confrontar o Lagarto pela 1ª vez o Homem-Aranha descobriu, por meio da esposa de Connors, sua trágica história. Por conta disto, ele sempre se conteve diante do bestial Lagarto, temendo ferir Connors

Miniatura Marvel Nº 52 - Lagarto

A vida de aberração de Curt Connors poderia ter sido esta para sempre não fosse o intelecto de Peter Parker que, baseado nas anotações do próprio Connors, conseguiu sintetizar um soro que garantiu a reversão do estado reptiliano de Connors para o de um ser humano normal, porém ainda sem seu braço. Obviamente ele ficou extremamente grato ao Aranha, sobretudo por amar sua esposa e filho e não querer vê-los envolvidos com uma fera como o Lagarto. Posteriormente Connors chegou a ser parceiro do próprio Aranha ao ajuda-lo a combater alguns vilões colocando suas habilidades como bioquímico à disposição, sintetizando substâncias que ajudariam o Cabeça de Teia nos combates. O Exemplo mais emblemático aconteceu durante o primeiro enfrentamento entre o Aranha e Rino.

Miniatura Marvel Nº 52 - Lagarto

A saga do Lagarto não acabaria desta forma. Em inúmeras outras ocasiões, Connors voltaria a ser o Lagarto. Ao que tudo indica o soro ingerido por ele foi assimilado em seu DNA, fazendo com que diversas outras transformações voltassem a ocorrer, hora controladas, hora espontâneas. Maiores tragédias estariam no caminho do personagem, dentre elas a morte de sua esposa em função de um câncer e o sofrimento de seu filho Billy, que cresceu em um ambiente de medo e constante instabilidade em função do histórico volátil do pai. Inclusive o próprio Billy chegou a ser alvo de transformação semelhante à do pai em certa ocasião.

Miniatura Marvel Nº 52 - Lagarto

A história do Lagarto traz consigo muitos elementos da literatura clássica, sua dualidade, sua alma como palco de um constante embate entre criador e criatura, a ideia antiga de que dentro de nós há resquícios de uma irracionalidade que pode vir à tona desde que sejamos expostos à perigos ou situações extremas de sobrevivência... Enfim, um personagem que sabemos que possui grande potencial dramático. Um grande representante do caldeirão criativo que foi a mente de autores e desenhistas da Marvel na Era de Prata.

É isso amigos... Grande abraço!!

domingo, 7 de agosto de 2016

Coleção Táxis do Mundo - Lista de Miniaturas - Atualizado!

Nº 01 - Ford Fordor Sedan - New York - 1947; Nº 02 - Austin Cambridge  A60 - Hong Kong - 1964; Nº 03 - Panhard Dyna Z - Paris - 1953; Nº 04 -  Renault Colorale - Lisboa - 1951; Nº 05 - Checker Marathon Taxicab - Chicago - 1980; Nº 06 - Ford Vedette V8 - Paris - 1955.

Olá amigos... Há algum tempo atrás comentamos aqui no Blog sobre outra coleção da Planeta DeAgostini que chegava ao Brasil: A Coleção Táxis do Mundo. Uma coleção que vinha na esteira de outras coleções automotivas da Editora. Seguindo a linha editorial do Blog, disponibilizo aqui a lista de lançamentos desta coleção que, compara às demais da Planeta DeAgostini (Coleções Carros Inesquecíveis do Brasil, Caminhões Brasileiros de Outros Tempos e Veículos de Serviço do Brasil), é bem menor. Apenas 37 peças.

Nº 07 - Opel Kapitän P2 - Berlim - 1959Nº 08 - Chrysler De Soto 6 Suburban - New York - 1946Nº 09 - Lada 2101 Limousine - Santiago de Cuba - 1995Nº 10 -  Toyota Hiace - Luanda - 2004Nº 11 - LTC TX4 - Londres - 2009Nº 12 - Mercedes 200D - Perak - Malásia - 1975.

Com a proposta de trazer modelos de táxis de todo o mundo, a coleções sintetiza um pouco da cultura diária de vários países ao apresentar modelos de diferentes locais e épocas. O tamanho de cada peça é o já utilizado em todas as coleções mencionadas acima, 1:43. Um tamanho interessante porque permite ao colecionador uma boa apresentação do modelo na estante sem ocupar muito espaço.

Nº 13 - Toyota Alphard - Tokyo - 2005Nº 14 - Seat Ritmo - Madri - 1980Nº 15 - Hindustan Ambassador - Calcutá - 1995Nº 16 -  Renault KZ11 G7 - Paris - 1933Nº 17 - Citroen ID19 - Alemanha - Colônia (Porz) - 1965Nº 18 - Lada 1500 - Cairo - 1994.

Como de costume, a coleção encontra-se disponível apenas para assinatura no Site da Planeta DeAgostini, o que limita aquele colecionador que gostaria de adquirir apenas determinado modelo. Isso tem feito com que muitos sites de venda, voltados exclusivamente para o colecionismo, alcancem sucesso, uma vez que disponibilizam peças para venda avulsa.

Nº 19 - Simca 1000 Barreiros Madri - 1966Nº 20 - Mercedes 300D Madeira - 1983Nº 21 - Citroën Bx Marselha - 1987Nº 22 -  Skoda 130 Praga - 1988Nº 23 -  Plymouth Savoy Baltimore - 1959Nº 24 - Warszawa 223 Varsóvia - 1965.

O diferencial desta coleção são dois em minha opinião. O 1º o seu tamanho. O fato de serem apenas 37 peças permite uma maior facilidade de se completa-la. Outro ponto interessante é o fato da coleção trazer modelos do Mundo todo, e não especificamente de um determinado país. Como disse em outra postagem anterior, um grande desejo pessoal seria ver o lançamento de uma coleção que, além de trazer modelos do Mundo, se focasse em uma determinada época ou acontecimento. Por exemplo: Carros Noir; Carros dos Anos 70; Carros dos Anos 20; Carros da Grande Depressão! Algo do tipo.

Nº 25 - Ford Falcon Xk Sydney - 1960Nº 26 - Mercedes Ponton 180D Vientienne - 1989.







Bom amigos... Agora é só ir acompanhando a postagem do restante das peças aqui no Blog, à medida que a Editora disponibilizar as imagens e informações à respeito. Um grande abraço à todos!!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Miniatura DC Nº 22 - Espectro

Miniatura DC Nº 22 - Espectro

Espírito Vingador, Arauto da Vingança, Espírito da Ira de Deus, Martelo de Deus... Todos esses atributos estão à altura deste que é talvez um dos seres mais poderosos do Universo DC: O Espectro. Ele foi o responsável pela destruição de Sodoma e Gomorra, deixou o Faraó de joelhos matando todos os primogênitos do Egito permitindo assim a saída dos Israelitas em direção à Terra Prometida, destruiu as Muralhas de Jericó e Eclipsou o Sol em batalhas sangrentas no Antigo Testamento. Mas quem é este Ser de tamanho poder e que pode ser responsabilizado por tantos eventos históricos apocalípticos? Hoje desvendaremos juntos alguns aspectos desta enigmática figura cuja criação remonta à Era de Ouro dos Quadrinhos nos anos 40.

Miniatura DC Nº 22 - Espectro

Sua peça traz as características do Espectro original, mais comumente retratado nos Quadrinhos. Sua figura fantasmagórica apresenta-se como um misto de "monge", "anjo", "duende", "elfo" e porque não "Superherói". A peça lhe faz jus ao coloca-lo em uma posição de "julgamento", "ordenação" ou mesmo de indicação de "alguém" ou "algo". A musculatura é bem definida na peça. Sapatos e luvas estão bem modelados e destacam-se trazendo ao personagem um aspecto de "conto de fadas" fantasmagórico. O capuz forma (aparentemente) uma peça única com a capa que se unem de forma muito elegante ao redor do pescoço formando uma "gola" alta, presa por dois "botões". Este detalhe trazem ao Espectro um "ar" de antigo inquisidor da Igreja.

Miniatura DC Nº 22 - Espectro

A capa segue a mesma leveza observada em outros personagens da coleção que usam essa indumentária. Suas ondulações podem ser vistas e é interessante notar que a mão direita do personagem segura a face lateral da capa, o que provoca uma ondulação maior muito bem vista na foto de trás da peça. Este detalhe, junto com as demais ondulações promovem uma boa representação da capa como sendo algo tão etéreo quanto o personagem. E por falar em aspecto fantasmagórico, o tipo de "branco" usado como cor representou bem a aura ectoplásmica do Espectro, um branco que parece brilhar. Talvez o único detalhe que eu retiraria (e que Alex Ross foi muito feliz em retirar) seria o "shorts". Embora este acessório fosse mandatório na época em que o Espectro foi criado (1940), atualmente ele não seria necessário em um personagem com este enfoque místico. No entanto, entendo sua presença, uma vez que a Coleção DC de Miniaturas traz os personagens em suas apresentações clássicas.

Miniatura DC Nº 22 - Espectro

Mas quem é o Espectro? Bem... Talvez fosse melhor perguntarmos "O que" é o Espectro? A Força Espectro é uma força que representa a Ira de Deus sobre a Terra e existe desde os tempos imemoriais. Esta Ira tem um nome: Aztar. Aztar é o nome de um dos anjos caídos da rebelião de Lucífer que, após inúmeras tentativas de perdão por seus atos recebeu do Arcanjo Miguel uma incumbência: Aztar passaria a ser esta força de Ira de Deus sobre a Terra. A personalidade e memória de Aztar foram retiradas, sobrando apenas a Força Espectro. Esta força atuou no Antigo Testamento em momentos de juízo divino e, a partir do advento da Morte e Ressurreição de Cristo, passou a se fundir à um hospedeiro terreno (um homem) para servir-lhe como âncora moral. Ao longo das Eras diversos homens serviram de hospedeiros para esta força um que dia foi Aztar, até que na década de 30 surgiu um novo hospedeiro, o policial Jim Corrigan.

Miniatura DC Nº 22 - Espectro

Jim era filho de um abusivo pastor protestante que lhe maltratou quando criança. Por conta disso Corrigan desenvolveu uma aversão às coisas de Deus e uma ira contra toda injustiça. Infelizmente ele foi morto por um gangster e, no pós vida clamou por vingança, sendo então atendido pela Força Espectro que se fundiu à ele. Foi a personificação do Espectro em Jim Corrigan que atuou na 2ª Guerra Mundial e na Era de Ouro dos Quadrinhos ao lado do Grupo de Super-heróis Sociedade da Justiça da América e Comando Invencível. O Espectro teve um papel importante na vitória dos Aliados sobre Hitler, uma vez que o Führer obteve a Lança do Destino (a lança que perfurou a caixa torácica de Cristo durante sua crucificação). Este artefato de grande poder pôde ser vencido a partir da atuação mística do Espectro e de outros heróis, infligindo grande angústia às fileiras alemãs.

Miniatura DC Nº 22 - Espectro

Em tempos mais modernos o Espectro teve outro importante papel na Saga Crise nas Infinitas Terras, viajando até a aurora dos tempos para travar uma titânica batalha com o Antimonitor. Na Era pós-Crise na DC, finalmente Jim Corrigan encontraria a paz final para sua alma ao confrontar Deus na forma de seu abusivo pai. Corrigan consegue perdoar seu pai, e assim se desliga da Força Espectro e atinge a paz final. O escolhido para substitui-lo foi ninguém menos do que a alma de Hall Jordan (Lanterna Verde), que na época estava morto e sob o peso de suas atrocidades cometidas enquanto estava possuído (em vida) pela entidade maligna Paralax. Ao retornar como Espectro, Hall descobre que as terríveis coisas que havia cometido tinham sido culpa de Paralax e, em uma batalha envolvendo Hall Jordan, Paralax e a Força Espectro no plano espiritual, Paralax é derrotado e Hall reintegrado à vida.

Miniatura DC Nº 22 - Espectro

Após estes eventos, a Força Espectro se fundiria com o policial negro Crispus Allen de Gotham City e, até a Era Pré-Novos 52, era neste estado que ele vinha aparecendo. Para mim, no entanto eu destacaria 03 grande aparições do Espectro em duas mídias distintas. Primeiro a aparição do personagem na Obra-Prima de Alex Ross Reino do Amanhã. Na história, além de um papel decisivo, o Espectro é retratado em todo seu enigmático esplendor. Tal como um anjo, suas aparições geram no leitor uma percepção de transcendência perfeita e inigualável. As outras duas aparições do personagem que gostaria de destacar ocorreram em animações. O DVD Superman-Shazam - O Retorno de Black Adam é composto por 04 histórias sendo 01 delas dedicada ao Espectro/Jim Corrigan. Esta história é simplesmente a quintessência do personagem e todo fã da DC precisa assisti-la. Minha última dica é para que assistam ao 11º episódio da 2ª Temporada da Série Batman - Bravos e Destemidos denominado "Chill of the Night" (O Arrepio - tradução para o português da animação). O episódio traz Bruce Wayne/Batman sendo assolado pela influência vingativa do Espectro, que pede que a morte de seus pais seja vingada à qualquer custo, enquanto que outro personagem, O Vingador Fantasma tenta desesperadamente convencer Batman que o caminho correto não é o da vingança, e sim o da justiça. Incrível!!!

Miniatura DC Nº 22 - Espectro

Bem amigos... Este é o enigmático Espectro... um personagem repleto de mistérios e que poderia e deveria ser usado cada vez pela DC em Sagas Místicas. Ele é outro personagem que saiu da mente de Jerry Siegel (o criador do Superman) e para mim é um dos meus preferidos na DC!! Gde. Abc. à todos!!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Guerra do Velho


No prefácio de sua obra-prima A Mão Esquerda da escuridão, nossa querida Ursula K. Le Guin escreveu o seguinte: "A ficção científica deve servir como metáfora para nossa realidade". Concordo totalmente com ela. No entanto, muitas obras deste gênero são construídas apenas como cenário para ação sem sentido, ou mesmo para batalhas apocalípticas que servirão apenas como base para Blockbusters cinematográficos. A ficção científica (Sci-fi) sólida e que se tornará perene é aquela que, além de cumprir a premissa de Ursula, possui sua âncora na ciência, e cria corpo ao redor de premissas científicas conhecidas. Pelo menos esta é minha opinião. Em função disto, fiquei muito apegado aos autores clássicos de Sci-fi que usavam este expediente. Arthur C. Clarke, Isaac Asimov, Ursula K. Le Guin, Philip K. Dick passaram a ser minhas escolhas de leitura porque obedeciam à estas duas diretrizes que informei acima. Infelizmente, muitos autores mais novos se afastaram destas regras de ouro e começaram a produzir obras que apenas atendiam à apelos mercadológicos passageiros. Por isso, foi com muita relutância que decidi ler a Guerra do Velho. No entanto, John Scalzi me mostrou que existe sim autores bons e que respeitam a herança dos grande escritores de Sci-fi do passado!!


A proposta de Scalzi é ousada ao tentar unir temas aparentemente distantes, no entanto igualmente importantes: militarismo, amor, política e envelhecimento. Para minha grande surpresa isso é feito de maneira brilhante ao longo do livro. Qualquer pessoa que já tenha pensado minimamente na finitude da vida se identificará logo no início com a chocante frase: "No meu aniversário de 75 anos fiz duas coisas: visitei o túmulo da minha esposa e entrei para o exército". Toda incongruência desta frase nos atinge de forma desconcertante e curiosamente instigante logo nas primeiras páginas. O livro acompanha a trajetória (narrada em 1ª pessoa) de John Perry, viúvo de 75 anos que vê na sua entrada para o exército uma forma de fazer algo que faça diferença em seus últimos anos de vida. A história se passa na Terra, mas em um tempo em que as viagens espaciais já foram conquistadas pelo homem e, para manter a Terra em paz e livre da conquista de povos alienígenas, a humanidade trava uma feroz batalha no espaço. Quem luta esta Guerra são, no entanto pessoas com mais de 75 anos de idade. Claro que isto parece impossível, não é mesmo!?!?


Pois é... Esta é uma das grandes sacadas do livro que, obviamente, não vou revelar aqui. No entanto, Scalzi conseguiu escrever uma obra que faz exatamente o que Ursula K. Le Guin escreveu, ou seja, usa toda a estrutura da Sci-fi para discorrer sobre temas profundos e importantes para cada ser humano individualmente. Percebe-se uma sensibilidade especial para estes temas na narrativa de Scalzi, e isso re-significa toda a história. Como se não bastasse tudo isso, o autor consegue imprimir um humor muito inteligente, o que deixa a leitura leve e muito prazerosa.


Foi com muita felicidade que li esta obra, pois percebi que ainda existem autores que conseguem aproveitar a oportunidade que o gênero Sci-fi oferece de se discutir importantes questões existenciais. E que é possível discuti-las mesmo dentro de um cenário de aventura e ação. Scalzi não trata o leitor como um ignorante científico, pelo contrário, ele consegue inserir conceitos de física quântica, astrofísica, genética e evolução de maneira elegante e à serviço de sua história. Ao lermos as teorias envolvidas nos processos científicos do livro a credibilidade entra na narrativa e emoldura todos os acontecimentos da obra.


Para mim, no entanto o que mais gostei foram os debates acerca do envelhecimento. Esse debate somente é possível porque tudo é narrado sob a perspectiva de Soldados que são idosos. Enxergar a vida sob esta perspectiva é, no mínimo, uma grande lição para todos nós. Este talvez seja o grande trunfo de Scalzi!! Recomendo muito!!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Pesos Miniaturas Especiais Eaglemoss!!!

Especiais Marvel

Olá amigos... Eis uma das perguntas mais feitas dentre os colecionadores das Coleções Marvel/DC da Eaglemoss. Quais os pesos das peças (comparativamente umas às outras), sobretudo no segmento Especial? Pois bem... Resolvi então fazer esta pequena matéria apresentando os pesos das Especiais da Coleção de Miniaturas Marvel da Eaglemoss. Preferi ordenar as peças não por ordem de lançamento no gráfico, mas sim pela variável mais importante nesta análise, ou seja, o peso, partindo da mais pesada para a mais leve. A partir deste critério fica fácil ver que nosso amigo alienígena Fin Fang Foom leva o troféu de miniatura mais pesada (por enquanto), ganhando até mesmo daquela que eu achava que era a mais pesada: O Vigia. Vale ressaltar que as Especiais do tipo Double-Pack (Xavier e Lilandra, Kazar e Zabu por exemplo), foram pesada juntas. Ok?

Uma questão que vem gerando muitas dúvidas é porque peças de um mesmo personagem apresentam pesos diferentes? Isso pode ser visto no caso do Hulk Verde (449g) e Hulk Cinza (401g). Isso acontece porque, embora do mesmo personagem, as peças não são exatamente iguais. Os lotes são diferentes e isso implica que há diferenças na quantidade de metal de uma peça para outra. Isso quer dizer que cada peça é única mesmo. Claro que essa diferença não é absurda, mas existe sim. Entre as regulares essa diferença varia de 10 a 20g de uma miniatura para outra do mesmo personagem. Uma vez que as Especiais são mais pesadas, essa diferença entre uma peça e outra (do mesmo personagem) acaba sendo maior.

Agora vamos às peças Especiais dColeção de Miniaturas da DC. Como vocês poderão ver algumas peças estão em metal porque são as que possuo. Na época em que a Eaglemoss não havia dado certeza se as lançaria aqui no Brasil eu importei algumas, portanto aferi o peso das peças que fazem parte de minha coleção. Vamos lá...

Especiais DC

Comparativos futuros entre peças de resina e de metal serão feitos aqui no Blog. Ok? Espero que ajude à todos! Gde. Abraço!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Coleções Eaglemoss - Exposição Pessoal Definitiva


Olá amigos... Depois de muito planejar, poupar e esperar, finalmente aloquei minha coleção em uma nova estante planejada que (assessorado por arquitetos) foi montada aqui em casa. Como podem ver nas fotos, pensei em uma estante tipo cristaleira com nichos grandes e pequenos. Estes nichos foram projetados para comportar as peças da Coleção de Miniaturas Eaglemoss da Marvel e da DC. Os nichos menores possuem 20 cm de altura e os maiores cerca de 32 cm. Tais alturas permitem alocar perfeitamente as peças Regulares e Especiais da Coleção. Pedi ao marceneiro e ao eletricista que fizessem um "vinco" superior central e longitudinal ao longo de cada prateleira. Neste "vinco" foi acomodada uma fita de LED com acendimento por interruptores independentes. Isso que dizer que é possível acender uma única prateleira colocando em foco apenas um determinado segmento de peças.


Como podem ver, há setores escuros da estante que decidi deixar apagados nessa matéria para identificar apenas as peças da Coleção Eaglemoss, embora existam outros nichos com peças de outras coleções tanto para cima como para baixo destas que estão acesas.


Na foto acima podemos observar três nichos com as portas abertas. Os dois primeiros nichos são aqueles com 20 cm de altura e o de baixo com 32 cm. Na 1ª prateleira temos o Universo Batman da DC, na 2ª o Universo Inumano e do Quarteto Fantástico da Marvel e na 3ª o Universo Asgardiano e Espacial da Marvel. O "vinco" central superior de cada nicho pode ser observado na 1ª e 2ª prateleiras com suas respectivas fitas de LED acesas.


Neste outro setor da Estante, podemos identificar no 1º nicho o Universo Mágico da DC, O Universo da Família Marvel da DC e a direita, neste mesmo nicho o Universo dos Novos Titãs. O nicho do meio deste setor eu deixei para o Universo Vingadores - Marvel e Personagens Correlatos e, por fim, no nicho inferior o Universo Aracnídeo da Marvel.


Neste último setor da Estante temos no 1º nicho superior estão os personagens do 4º Mundo da DC, bem como alguns personagens secundários da Editora. O 2º nicho eu deixei todo para ser habitado pelos Personagens da Liga da Justiça da DC em suas diversas encarnações. No 3º podemos encontrar todos os personagens do Universo Vigilante da Marvel e, por último temos (no nicho mais inferior) o Universo Mutante da Marvel.


Esta sequencia de fotos agora, trás os segmentos apresentados acima com as portas fechadas da cristaleira. O material da cristaleira é "mdf". A fresta que pode ser vista nesta foto acima, permite que entre um pouco de poeira dentro dos nichos, por isso comprei o produto "Vedante Auto Adesivo para Frestas" (confira na foto abaixo), que nada mais é do que uma fita adesiva que possui pequenos "pelos" em uma de suas faces que limitam a entrada de grãos de poeira dentro da estante. Meu próximo passo é fazer a instalação deste vedante.



Acredito que mesmo com as portas fechadas há um espaço adequado para a visualização das peças dentro de cada nicho. Após pesquisas que fiz percebi que esta é realmente a melhor opção, ou seja, construir uma estante não apenas de vidro, mas de vidro e madeira (no caso, "mdf"). A construção de uma estante puramente de vidro fica extremamente cara. Para uma visualização ampla da estante e do tamanho das portas postei uma foto abaixo desta matéria que dá essa visão em perspectiva.



Esta matéria tem o objetivo de apresentar algumas soluções que encontrei para expor a coleção, mas é importante ressaltar que a melhor forma de expor é aquela que vai ao encontro do sonho de cada um, bem como de seu espaço disponível.


Aqui vai uma foto (acima) dos nichos dedicados às Coleções Eaglemoss acesos. Abaixo é possível observar os botões de acionamento independentes para cada prateleira na lateral da estante.



Por fim, segue a dica do produto Vedante Auto Adesivo para Frestas. Em geral este é um produto relativamente caro, por isso deve ser usado com parcimônia. Eu comprei da Marca Talentos em uma loja de materiais de construção.



Abaixo segue, por fim, uma visão (em perspectiva da estante).


Bem amigos... Espero que a matéria tenha ajudado à todos! Um grande abraço!!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos - Lista de Miniaturas - Atualizado!

01 ao 06
Nº 01 - Mercedes L 1113 - 1968 – Kibon; Nº 02 - Scania – Vabis LS 85 – 1970 - Água Potável; Nº 03 - FNM D-9500 Brasinca – 1957 – Carretos; Nº 04 - Mercedes-Benz LP-331 – 1960 – Casas Bahia; Nº 05 - Fiat 190 H – 1978 - Madeireira; Nº 06 - Volkswagen 13-130 – 1981 - Shell.

Bem amigos... Agora chegou a hora de trazer a lista de modelos lançados dentro da Coleção Caminhões Brasileiros de Outros Tempos da Editora Planeta DeAgostini. Falei desta coleção aqui no Blog (link em vermelho acima) ano passado por ocasião de seu lançamento. Na matéria descrevi as várias características da coleção, brindes e sua extensão. Já esta postagem aqui tem como objetivo trazer uma lista atualizada dos modelos lançados nesta que parece ser uma das coleções mais caras lançadas em bancas e para assinantes até agora no Brasil. Posso dizer que foi uma aposta ousada da empresa, pois embora robusta e cheia de modelos emblemáticos, os valores de cada modelo subiram muito, inviabilizando sua assinatura e empurrando muitos interessados para a aquisição seletiva de algumas apenas.

07 ao 12
Nº 07 - Mercedes-Benz L-312 – 1956 – Transporte de Bebidas; Nº 08 - Chevrolet C6500 – 1959 – Balas Kids; Nº 09 - GMC CCKW – 1939 – Exército; Nº 10 - Scania LKS 140 – 1984 - Concreto; Nº 11 - Volvo L395 Titan – 1957 – Volvo Azul com Carroceria de “Madeira”; Nº 12 - Volkswagen 8150 – 1995 - Ultragaz.

Os modelos percorrem a história do Brasil desde os anos 50 e, assim como na Coleção Veículos de Serviço do Brasil e Carros Inesquecíveis do Brasil, esta também é uma coleção que foca especificamente em modelos que rodaram no Brasil. Não dá para não admitir que é um grande e precioso registro não apenas visual e estético do design automotivo ao longo das últimas Eras no Brasil, mas também um registro histórico, uma vez que muitos destes caminhões fizeram parte de experiências coletivas de nossa sociedade, bem como pessoais.

13 ao 18
Nº 13 - FNM 180-210 – 1972 - 1979 – Carregador Vermelho de Madeira - Eucalipto; Nº 14 - Chevrolet 6400 – 1951 - Carretos; Nº 15 - Bedford Tipo A – 1953 - 1959 - Logística; Nº 16 - Mercedes-Benz 608D – 1967 - 1986 - Tipo "Baú"; Nº 17 - FNM D-11000 – 1957 - 1973 - Transporte Refrigerado; Nº 18 - Volkswagen 11-130 - 1981 - 1988 - Mudanças Granero.

Estilos e marcas que marcaram época são aqui apresentados e nos fazem retroceder rapidamente à experiências nostálgicas que só que tem acima de 30 ou 40 anos atualmente pode compreender. Um detalhe interessante é que, diferente das outras coleções comentadas acima, nesta não temos os modelos apresentados em dioramas, ou seja, eles não vem em caixas de acrílico com imagens ao fundo contextualizando-o. Cada miniatura vem em uma caixa de papelão que se diferenciam apenas no formato do protetor plástico que envolve cada caminhão. Minha dica é, caso você pretenda comprar tais modelos e possua espaço em sua casa, guarde tal caixa e seu respectivo protetor plástico para futuro transporte seguro dos modelos. Mas essa dica só vale (é claro) para quem tem espaço e/ou pretende mudar-se para outro local em breve.

19 ao 24
Nº 19 - Dodge D-950 - 1969 - 1981 - Caçamba; Nº 20 - Ford-SIMCA Cargo - 1950 - 1960 - Transporte de Laticínios; Nº 21 - OPEL Blitz II - 1952 - 1960 - Carretos; Nº 22 - Volvo FH12 - 1993 - 1998 - Transporte de Refrigerante "Guaraná Antárctica"; Nº 23 -  Mercedes-Benz L 1618 -  1990 - 1997 - Cargas; Nº 24 - International Harvester KB7 - 1947 - 1949 -  Transporte de Pedra Areia e Brita.

Um aviso que quero deixar aqui à todos os interessados em acompanhar e consultar esta matéria é que a sequencia apresentada aqui diz respeito ao 1º ciclo de lançamentos desta coleção, ou seja, Primeiro Semestre de 2015. De lá pra cá já tivemos mais dois ciclos de lançamentos e cada um deles apresenta pequenas variações na ordem de cada modelo. Isso quer dizer que se você assinar hoje (por exemplo) possivelmente você poderá receber os modelos em uma ordem um pouco diferente da apresentada aqui.

25 ao 30
Nº 25 - Mercedes-Benz L-1614 - 1990 - 1997 - Transporte de Refrigerante "Pepsi"; Nº 26 - Ford F-12000 - 1993 - 2005 - Logística; Nº 27 - Mercedes-Benz L-1113 - 1970 - 1987 - Logística; Nº 28 - FNM 11000 - 1957 - 1973 - Transporte de Leite; Nº 29 -  Chevrolet C60 - 1969 - 1999 - Carretos; Nº 30 -  Mercedes-Benz L-325 - 1957 - 1963 - Mudanças.

De minha parte eu estava esperando que esta coleção fosse no máximo até o número 30 ou 40. Infelizmente por lado e felizmente por outro a coleção é extensa. Serão 60 modelos (!!!), o que é um investimento extremamente alto. Deixando muitos de nós apenas sonhando em ter esses incríveis gigantes das estradas brasileiras.

31 ao 36
Nº 31 - Magirus Merkur - 1951 - 1975 - Mudanças; Nº 32 - Volkswagen 14.210 - 1988 - 1992 - Logística; Nº 33 - Mercedes-Benz L-608 D - Guincho; Nº 34 - Ford Thames FTG - Transporte de Galões; Nº 35 -  Scania LKS 140 - Transporte de Pedra, Areia e Brita; Nº 36 -  OPEL Blitz - Transporte Refrigerado.

Bem amigos, de qualquer forma vocês poderão acompanhar esta coleção por aqui e teremos sua atualização com os nomes dos modelos restantes abaixo e suas respectivas imagens sempre que a Editora libera-las na internet.

37 ao 42

43 ao 48

49 ao 54

55 ao 60

É isso aí! Um grande abraço à todos!!