domingo, 21 de maio de 2017

Coleção Definitiva do Homem-Aranha - Salvat - Atualizada Agosto/2017

Nº 01 - Caído Entre os Mortos; Nº 02 - Percepções; Nº 03 - A Saga Original do Clone; Nº 04 - O Mal no Coração dos Homens; Nº 05 - Feroz; Nº 06 - Herói da Resistência; Nº 07 - Tormento; Nº 08 - A Morte de Jean DeWolff.

Olá amigos... Mais uma vez a Editora Salvat atropela todas as expectativas e lança mais uma coleção de encadernados de 60 volumes agora dedicada à um único personagem. Para uma aposta assim tão ousada só mesmo a escolha óbvia de um super-herói que tem sido sinônimo de sucesso há décadas: o Homem-Aranha. Embora algumas pessoas a tenham recebido de forma fria, sobretudo em alguns canais no Youtube, para mim foi uma grata e comemorativa surpresa, mesmo alguns arcos de alguns volumes não serem tão brilhantes. Digo isto em comemoração à excelente época em que vivemos (mesmo apesar da crise) para colecionadores e amantes dos quadrinhos em nosso país. Quando pensaríamos em uma coleção como esta sobre o Cabeça de Teia? Entendo e apoio algumas manifestações sobre a questão dos lançamentos ocorrerem de forma muito simultânea, o que inviabiliza a aquisição de tudo. No entanto, entendo este lançamento como termômetro do vigor do mercado de quadrinhos no Brasil.

Nº 09 - Com Grande Poderes; Nº 10 - O Fator MutanteNº 11 - Potestade; Nº 12 - Uma Teia Embaraçada; Nº 13 - A Vingança do Sexteto Sinistro.

A Coleção obedece ao modus operandi já usado pela pela Salvat e Eaglemoss em suas outras coleções do gênero (As Coleções de Graphic Novels da Salvat Capa Preta e Capa Vermelha e a Coleção DC de Graphic Novels da Eaglemoss), ou seja, 60 volumes iniciais com possibilidade de expansão e lombada que formará ao final uma ampla imagem decorativa. Cada volume trará alguns extras já comuns nestes tipos de encadernados, tais como: galeria de capas, esboços dos personagens e entrevistas com artistas. Infelizmente a robustez destes extras nem sempre é igual em todos os volumes, por isso é importante saber disto antes de esperar o mesmo padrão em todos os números. Outro ponto que, infelizmente, a Salvat ainda peca é na revisão dos textos. Temos visto encadernados nas demais coleções da editora que, volta e meia, aparecem com erros importantes. A última vítima disto foi o encadernado de Nº XX do segmento clássico da Coleção de Capa Preta, A Guerra Kree-Skrull. Primeiramente o volume veio com um erro na ordem da encadernação, bagunçando a sequencia da história. Ao corrigirem mais a frente este erro e disponibilizarem o volume novamente, vimos que ainda assim persistia um erro em um dos balões de "fala" em um determinado quadrinho. Outro erro também presente, é a troca de "falas" dos personagens. Ou seja, a fala destinada à um personagem aparece no "balão" do outro e vice-versa. Este erro eu pude presenciar quando li o encadernado de Nº III, Doutor Estranho: Uma Terra Sem Nome, Um Tempo Sem Fim, também do segmento clássico da Coleção de Capa Preta.

17 ao 24

A Coleção Definitiva do Homem-Aranha foi lançada primeiro em algumas cidades do país em forma de teste em 2016, sendo agora efetivada oficialmente. As capas dos primeiros 04 números da fase de testes eram diferentes das observadas agora neste lançamento oficial. Particularmente gostei mais destas capas atuais. As anteriores mostravam os personagens em um fundo branco, diminuindo o destaque e o vigor das imagens. Pelo menos é a minha opinião pessoal. Já a imagem a ser formada pela lombada dos 60 volumes é do desenhista da Marvel Marko Djurdjevic. Nela pode-se identificar a ampla e rica galeria de vilões e pessoas importantes na vida do Aracnídeo. Na imagem, no entanto não aparecem dois importantes vilões, o Duende Verde e o Dr. Octopus. Pelo que pude perceber esta imagem é apenas um "pedaço" de um painel bem maior desenhado por Marko, o que explicaria a ausência destes dois, que estariam em outro ponto do painel.

25 ao 32

Bem amigos... É isso aí... Coloque nos comentários abaixo suas impressões, elogios ou críticas construtivas à respeito desta nova coleção. 

Um grande abraço à todos!

domingo, 7 de maio de 2017

Miniatura DC Nº 25 - Pinguim

Miniatura DC Nº 25 - Pinguim

No início das histórias em quadrinhos, período também conhecido como A Era de Ouro dos Quadrinhos (1938 - 1956), praticamente todas as histórias traziam uma visão de Mundo muito simples, o "bem" de um lado e o "mal" de outro. Tal visão, também chamada de "maniqueísta", começou a mudar aqui e ali mesmo durante a Era de Ouro, com histórias que prenunciavam a inserção dos complexos elementos da vida real no mundo dos heróis. Tudo caminharia nesse sentido não fosse a promulgação do chamado Authority Code dos quadrinhos em 1954. Um Comitê de Regulação do Governo dos EUA que, para atender o clamor de diversos segmentos da sociedade, passou a nortear e censurar praticamente todo e qualquer material produzido para a mídia chamada "Quadrinhos", Comics em inglês. Esta censura só afrouxaria suas garras em meados dos anos 60/70, permitindo que a "ambiguidade" moral e a complexa personalidade dos personagens aflorassem de verdade. Diversos heróis e vilões explodiram em dramas pessoais, familiares e sociais, permitindo então que os quadrinhos ascendessem ao patamar que sempre lhe fora de direito. Podemos dizer que o Pinguim é apenas mais um destes exemplos.

Miniatura DC Nº 25 - Pinguim

Hoje, conheceremos sua história e as características de sua peça dentro da Coleção de Miniaturas DC da Eaglemoss. Oswald Chesterfield Cobblepot, o Pinguim, é retratado na coleção em sua concepção clássica e original, ou seja, como um aristocrata, diferentemente de outras concepções como a que vimos no filme Batman - O Retorno de 1992, em que Cobblepot foi retratado como um ser deformado, grotesco e subterrâneo por Denny DeVito. Aqui, o vilão aparece de casaca, calças e sapatos caros, colete dourado e gravata borboleta. Uma típica representação de um aristocrata dos anos 30. Não posso, inclusive, deixar de notar uma distante semelhança com Oliver Hardy, o "Gordo", da dupla O Gordo e o Magro. A peça é impecável em minha opinião. As pequena dobras e ondas do tecido do paletó e calcas aparecem muito bem. É possível ainda verificar o distensionamento do colete dourado na tentativa de conter a volumosa barriga. Detalhes como estes trazem credibilidade e verossimilhança à peça.

Miniatura DC Nº 25 - Pinguim

Outro aspecto da indumentária do personagem que nos arremete diretamente à aristocracia dos anos 20 e 30 é o uso do monóculo. Símbolo de homens ricos e poderosos o monóculo nos liga diretamente com uma época em que a moda era extremamente peculiar. Soma-se a isso a presença do sapato de duas cores e a indefectível cartola. Há detalhes menores, que pude perceber apenas ao fotografar de perto a peça. Caso, por exemplo, da posição do dedo mínimo da mão esquerda (a que se apóia no Guarda-Chuva) em extensão, vista na foto de número 06 desta matéria. O detalhe é mínimo, mas acentua a postura de orgulho e certa soberba. Menção também deve ser feita ao guarda-chuva muito bem modelado que, além de ser marca registrada do Pinguim, ajuda a compor seu visual.

Miniatura DC Nº 25 - Pinguim

O Pinguim foi criado em 1941 por ninguém menos que Bill Finger e Bob Kane, a mesma dupla criadora do Batman. Pertencente à galeria de vilões do Homem-Morcego ainda em formação, o Pinguim teria sua origem contada apenas anos mais tarde. Oswald passou por diversos momentos difíceis em sua infância. Filho de um casal proprietário de uma loja de Aves Exóticas, Oswald perdeu o pai para uma pneumonia mal curada. Sua mãe, assombrada por este fato, exigiu que seu filho usasse constantemente um guarda-chuva, mesmo nos dias em que não havia nenhuma perspectiva de mal tempo. O uso constante do guarda-chuva, seu biotipo gorducho e um andar ligeiramente engraçado, fez com que o pequeno Oswald fosse vítima de constantes intimidações e chacotas. Sofrendo muito, seus únicos amigos eram as aves da loja de sua mãe, com as quais passou a desenvolver uma estranha ligação, pois parecia até que havia um entendimento mútuo entre ele e os pássaros. Isolado, sozinho e sem muito apoio de sua mãe, Oswald teve um vislumbre de seu futuro ao observar uma cena no ninho de um pássaro da loja certa vez. Ele percebeu que de uma ninhada de várias pequenas aves, o filhotinho menor e mais desajeitado era o que recebia constantemente bicadas dos maiores. Oswald percebeu então que se não fizesse alguma coisa, este seria seu destino: ser continuamente obliterado e violentado pelas outras pessoas.

Miniatura DC Nº 25 - Pinguim

De todos os valentões da escola o que mais se destacava em maltratar Oswald era um garoto chamado Sharkey. Decidido a não mais ser tratado assim, Oswald passou a treinar seu corpo e sua mente para se movimentar mais rápido e agir mais rápido, com a sabedoria de um estrategista. Depois de um tempo, ele já tinha força a agilidade impressionantes para seu pequeno e volumoso corpo. Certo dia Oswald enfrentou o bullying de Sharkey e lhe deu uma surra, vencendo assim, pelo menos aparentemente, seu rival. Tudo parecia que seria diferente para Oswald. No entanto, o indignado e humilhado Sharkey tratou de perpetrar sua vingança matando todas as aves da loja da mãe de Oswald. Daquele ponto em diante Oswald decidiu que custasse o que custasse ele chegaria ao topo e jamais sofreria daquela forma. O primeiro ato criminoso do vilão foi roubar dois valiosos quadros que foram divididos com um chefão do crime de Gotham City. Oswald passaria a ser como que um "estrategista" deste chefão. Com o tempo, no entanto a influência da brilhante mente de Oswald passou a capitanear a admiração dos subalternos da gangue. Sentindo-se ameaçado a poderoso chefão do bando tentou matar Oswald, no entanto quem acabou morto foi ele mesmo. Com isso o agora poderoso Oswald, já sob a alcunha de Pinguim, passou de ajudante à líder de uma organização criminosa.

Miniatura DC Nº 25 - Pinguim

Os negócios criminosos do Pinguim sempre envolveram o alto escalão da sociedade. Especializado em extorsão, roubo e chantagem, rapidamente ele passou a chamar a atenção do Cruzado Encapuzado. Muitos foram os confrontos envolvendo Batman e o Pinguim. Todos baseados em estratégia, inteligência e às vezes senso de humor. De todas as encarnações do personagem talvez a mais famosa tenha sido a interpretação dada ao Pinguim pelo ator Burgess Meredith no seriado Batman de 1966. Apesar de muito cultuada, a série sofreu grande influência da época, que ainda se via às voltas com o Authority Code. O que impedia que os personagens alcançassem outros níveis de dramaticidade. Com isso, todos eles apareciam caricatos e espalhafatosos. Mesmo assim, a série foi responsável por influenciar toda uma geração.

Miniatura DC Nº 25 - Pinguim

Em 1989, o roteirista Alan Grant (responsável por importantes histórias do Homem-Morcego na década de 80) escreveu sobre as origens de alguns vilões do Batman, dentre eles o Pinguim. Reunidas em um encadernado chamado Origens Secretas - Os Maiores Vilões de Gotham, o volume traz um história muito boa que mostra o reencontro de Oswald com sua nêmese de infância, ninguém menos que Sharkey. Em um esquema de flashbacks, a narrativa nos mostra boa parte da infância difícil de Oswasld, enquanto Sharkey vai sendo torturado pelo Pinguim. Este volume foi recentemente relançado no Brasil pela editora Panini e vale a pena ser lido.

Miniatura DC Nº 25 - Pinguim

Conhecer a história por trás de vilões como o Pinguim nos coloca em "cheque" quanto a forma de atuar do super-heróis. Os métodos do Batman por exemplo, embora necessários, muitas vezes desconsideram o passado e as escolhas (talvez inevitáveis) que alguns vilões tomaram e que foram determinantes na formação de seu caráter. Isto faz com que, de certa forma, os ideais do Batman e de diversos outros heróis também devam ser colocados à prova. Já que muitas vezes são maniqueístas e simplistas.

Bom amigos... É isso! Um grande abraço à todos!!
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