domingo, 26 de junho de 2016

Miniatura Marvel Série Especial Nº 07 - Fanático

Miniatura Marvel Especial Nº 07 - Fanático

Irrefreável é talvez o termo mais adequado ao falarmos de Cain Marko, o Fanático. Batizado originalmente na língua inglesa como Juggernaut, a ideia por trás do nome faz menção a uma força metafórica destrutiva e irrefreável. O nome Juggernaut deriva de línguas antigas e, em português, teria associação com uma expressão que usamos com certa regularidade em nossas conversas no dia a dia, algo como "Rolo Compressor". O Fanático, como foi batizado aqui em Terras Brazucas, é um homem irascível, com temperamento explosivo e perigoso. Para surpresa de muitos possui parentesco com o Professor Charles Xavier (Cain e Xavier são meio-irmãos). Criado ainda na aurora da Era de Prata dos Quadrinhos (1965), Juggernaut é um dos mais perigosos personagens da Marvel. Sua trajetória é cheia de altos e baixos, mas para todos os efeitos devemos inclui-lo, pelo menos à princípio, na categoria de "vilão". Entremos portanto em uma viagem pela sua mitologia e vejamos as características de sua peça dentro da Coleção de Miniaturas Marvel.

Miniatura Marvel Especial Nº 07 - Fanático

O Fanático foi representado com uma das Miniaturas mais "maçudas" dentro da Coleção. Com uma baixa estatura, a peça poderia (para muitos) até estar dentro do segmento regular da Coleção. No entanto, ao fazermos uma análise mais apurada vemos que ela pode ser pequena em estatura, porém isso é compensado em peso e massa. O que é muito adequado à um personagem que, em sua essência, traz a irrefreabilidade como característica principal. De pontos negativos eu colocaria talvez este que já mencionei acima, a estatura da peça. Ao colocarmos a peça do Fanático ao lado da peça do Hulk (Especial Nº 01) vemos que Cain Marko é bem mais baixo. No entanto, ao verificarmos as alturas descritas nos encartes descritivos que acompanham ambas as peças temos as seguintes descrições: Fanático 2,05 m e Hulk 2,35 m. A diferença, portanto não deveria ser tão grande assim entre as miniaturas na estante.

Miniatura Marvel Especial Nº 07 - Fanático

À exceção da altura, eu diria que a peça atende bem às características do personagem. Ele foi modelado em uma posição de "avanço", com uma feição de raiva e dentes cerrados por debaixo do capacete. Algo difícil de ser feito (acredito eu) em uma peça de dimensões pequenas como essa. Seu olhar está direcionado de "baixo para cima", o que numa primeira análise pode parecer bobagem, mas esse detalhe confere a ele uma perspectiva de alguém que abaixou a cabeça e se lançou em disparada contra um obstáculo. Essa atitude é reforçada pela postura "em marcha", que completa a ideia de alguém se movendo firmemente em direção à algo. Os membros inferiores e superiores encontram-se em perfeita sincronia, uma vez que a marcha do ser humano normal possui esse balanço em oposição entre os membros, ou seja, quando a perna direita se põe à frente, é o braço contra-lateral que se projeta anteriormente, e vice-versa. Caso você pare para observar, verá que essa oposição entre os membros durante a marcha está bem apresentada na peça.

Miniatura Marvel Especial Nº 07 - Fanático

Cain Marko é o Fanático. Seu parentesco com Charle Xavier pode parecer estranho, mas é verdadeiro. Quando criança Xavier perdeu seu pai e, sua mãe, a rica viúva Sharon Xavier, logo se casou novamente com Kurt Marko, cientista e amigo da família. Kurt trouxe consigo seu filho, Cain Marko, menino de temperamento difícil e violento. Logo as diferenças entre o afável Charles e Cain se estabeleceriam como um relacionamento ao melhor estilo Cain e Abel. Infelizmente, Sharon morreria tempos após sua união com Kurt, deixando os dois meninos sob a responsabilidade do marido e padastro de Xavier. Kurt era um homem violento, porém corajoso. Certo dia, ao fazer "birra", Cain derrubou acidentalmente vários compostos no laboratório de Kurt e, para salvar Charles e o filho, Kurt dá sua vida ao inalar gases tóxicos durante o salvamento. Tudo isso acirraria ainda mais a distancia e a inveja de Cain para com Charles. O tempo passou e os meninos cresceram, no entanto o destino reservaria uma grande surpresa para Cain.

Miniatura Marvel Especial Nº 07 - Fanático

Os meio-irmãos se encontrariam no futuro durante seu serviço militar durante a Guerra da Coréia na mesma Unidade Militar. Durante sua ação no front, Cain se refugiou em uma caverna e lá encontrou uma pedra vermelha brilhante (o Rubi de Cyttorak). Xavier chegaria a tempo de presenciar Cain proferir as palavras inscritas na pedra que dariam poder ao seu portador e, assim surgia o Fanático, um home descomunal e irrefreável. Por um golpe do destino, a caverna foi bombardeada naquele momento, soterrando Cain no local, Xavier porém conseguiu escapar. Os anos se passaram e Charles Xavier tornou-se o Professor X, unindo ao redor de si os X-Men originais. Apesar disso, ele sabia que um dia seu irmão voltaria, e foi isso que aconteceu. Com os poderes de Cyttorak, Cain não precisava comer, beber ou mesmo respirar e foi justamente isso que o salvou no tempo em que ficou soterrado. A chegada do Fanático levou à uma batalha entre os pupilos de Xavier e o vilão, que foi derrotado apenas quando o Anjo consegue retirar o capacete de Cain, deixando-o exposto aos poderes mentais de Xavier.

Miniatura Marvel Especial Nº 07 - Fanático

O Fanático continuaria sua saga de brigas e envolvimentos com outros vilões, o que resultou em combates memoráveis, como aquele visto entre ele e o Homem-Aranha. Uma briga que parecia não possuir nada a favor do Cabeça de Teia. Isso ocorreu por ocasião do vilão atravessar Nova York em linha reta sem se preocupar com prédios, viadutos ou rios à sua frente. Apesar dos esforços do Aranha, nada parecia detê-lo, até que o Amigão da Vizinhança usou a cabeça e levou Cain direto para dentro de algo parecido com um silo cheio de cimento ainda por secar. Desta forma, quanto mais o vilão se debatia, mais ele afundava. Ponto para o Cabeção de Teia. O vilão participaria ainda de outras lutas titânicas contra personagens como Colossus e Thor. No entanto, um novo Fanático estaria por surgir quando ele descobriu o que existia por trás de seus poderes.

Miniatura Marvel Especial Nº 07 - Fanático

A verdade sobre seus poderes veio a tona quando se descobriu a Aposta da Octossência. Oito seres (Reis) interdimensionais, dentre eles "Cyttorak", resolveram acabar com suas diferenças com uma aposta, ou seja, 08 artefatos seriam escondidos na Terra para serem encontrados por humanos, que passariam a portar grande poder. Estes 08 seres (os Exemplares) escravizariam a humanidade e a converteria em exércitos que lutariam entre si até que apenas um restasse. O Rei interdimensional representado pelo Ser e seu Exército vitorioso seria o grande vencedor da aposta. Com os artefatos sendo pregressivamente achados por humanos em várias partes do Mundo, o cenário estava pronto para ser levado a cabo e Cain era, nada mais que um destes seres representando Cyttorak nesta aposta. Consciente do terrível destino que aguardava a humanidade Cain sabota os demais Exemplares e, auxiliado pelos Vingadores, obtém vitória sobre todos. Como punição, Cyttorak retira quase todos os poderes de Cain, deixando-o com apenas uma fração deles.

Miniatura Marvel Especial Nº 07 - Fanático

Tudo isso faria com que o personagem refletisse acerca de suas convicções e atitudes diante da vida. Assim, ele passaria a lutar ao lado do bem, porém sempre mantendo sua personalidade difícil e gênio forte. Este é o Fanático... um personagem ambíguo ao melhor estilo Marvel!!

Abraço à todos!!

domingo, 12 de junho de 2016

O Homem-Animal de Grant Morrison


No início da década de 90 chegou ao Brasil uma série muito comentada que começava a ser publicada na hoje extinta Revista DC 2000 (Ed. Abril). O autor era um jovem roteirista Britânico chamado Grant Morrison. Para surpresa de muitos, esse nome logo estaria ligado a histórias no mínimo interessantes. Na esteira de sucessos de outros Britânicos, tais como Alan Moore e Neil Gaiman, Grant Morrison era ainda uma grande promessa de sucesso. Na época eu decidi que não leria seu Homem-Animal pela DC 2000 em função da irregularidade com que eram publicadas. Nunca gostei de ficar meses e meses esperando para ler mais uma pequena parte de uma determinada história. Após 25 anos, vi com surpresa e alegria imensa a chegada desta Saga Completa pela PANINI em 2015. Depois de tanto tempo eu iria finalmente ler a tão comentada história do Homem-Animal de Grant Morrison!!


A história por trás desta saga começa nos anos 80 quando a DC resolveu revitalizar vários de seus personagens usando promissores talentos em ascensão na época. Foi assim com o Monstro do Pântano de Alan Moore, Sandman de Neil Gaiman, Superman de John Byrne, Mulher-Maravilha de George Perez e Batman de Frank Miller. Ao contrário do ambiente dark predominante na época, Grant Morrison iniciou sua passagem pelo título do Homem-Animal de forma tímida e regular. As primeiras histórias compiladas no 1º encadernado da PANINI, intitulado O Evangelho do Coiote, trazem um Grant Morrison ainda tentando se achar dentro do personagem, quase que esperando que o próprio Homem-Animal o conduzisse a algo. O grande lampejo do que estava por vir veio com a história título O Evangelho do Coiote. Morrison dá ali, algumas pistas que seguiria pelo caminho da Metalinguagem nas histórias de Buddy Baker, o alter-ego do Homem-Animal. Ganhadora do prestigiado prêmio Eisner dos Quadrinhos, O Evangelho do Coiote faz uma triste referência à intolerância, à incompreensão daquilo que nos é estranho e à solidão da injustiça.


No 2º ato de sua passagem pelo título do herói (encadernado pela PANINI sob o título Origem das Espécies), Grant Morrison já se mostrava adaptado ao personagem e à mitologia de Buddy Baker, Aqui, ele inicia sua grande tarefa de trabalhar com questões complexas voltadas para a pergunta "o que é afinal a realidade?". Ao melhor estilo de Philip K. Dick, Grant Morrison  manipula a hipótese da existência de realidades dentro de realidades, ou seja, do continuum espaço-tempo ser expressão do criador daquela realidade. O Homem-Animal passa a ser envolvido em aventuras em defesa dos animais, sua vida cotidiana no seio de sua família passa a ser destrinchada e, ao longo deste processo, Buddy começa a suspeitar de pequenos e estranhos fatos que começam a lhe acontecer. Da mesma forma que em nossa vida cotidiana acabamos por deixar passar pequenos fatos estranhos, Buddy Baker também faz o mesmo, sem imaginar que essas pequenas idiossincrasias são a "chave" para um entendimento maior da sua realidade quadrinística. Nesse 2º ato eu destaco as histórias "Entre o Demônio e o Azul Profundo do Mar" e "Os Crimes Cronológicos do Comandante do Tempo". Meu maior destaque mesmo é, no entanto para esta última história envolvendo o Comendante do Tempo. Vemos nela um Homem-Animal reflexivo e que pouco atua ao lado de seus companheiros da Liga da Justiça Europa. Tudo já começa a parecer estranho para Buddy, como se apenas ele conseguisse enxergar a estranheza de sua realidade como personagem. 


Porém, é no 3º ato desta saga (Deus Ex Macina) que o mundo desaba sobre a cabeça de Buddy Baker. No início do arco, tudo parece começar bem quando ele recebe, nas primeiras histórias, uma revelação que o faz perceber o real sentido das coisas através de uma grande conexão entre as coisas vivas. Ao passar por esta epifania, Buddy parece finalmente entender as coisas em sua realidade. No entanto, a sua alegria dura pouco com uma imensa tragédia que se abate sobre ele. Dali em diante a questão é a forma com que Grant Morrison passa a conduzir tudo a partir daqui. Se antes, a metalinguagem era apenas insinuada, agora ela se derrama como uma avalanche sobre o personagem. Buddy, vai percebendo sua condição como personagem, sua limitação enquanto um ser preso à um continuum espaço-tempo onde a mais absurda luta de super-herói é vista como normal. Ao lermos a história, é impossível que não façamos um exercício de compara-la com nosso mundo real, aguçando nossos sentidos para os absurdos e coisas estranhas dentro das quais estamos imersos, mas ninguém parece muito "dar bola"! Todos continuam vivendo suas vidas dentro de um esquema, no mínimo, estranho.


Assim como Platão descreve em seu Mito da Caverna, ou o Apóstolo Paulo escreve em sua Carta aos Coríntios (Porque agora vemos como que por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou completamente conhecido)... Grant Morrison constrói uma narrativa em que criatura encontra seu criador, em que todas as perguntas poderiam ser feitas àquele que nos criou. Toda passagem do autor pelo Homem-Animal é um crescendo, atingindo seu ápice apenas na última história de Deus Ex Machina.


Esperei 25 anos para ler essa obra sem interrupções e na íntegra. Mas foi bom... Lê-la aos 20 anos de idade (no início dos anos 90) provavelmente não teria me trazido a compreensão que ela merece e que hoje consigo ter de seus meandros. Minha meia idade tem suas vantagens. Hoje, mais do que nunca, assolam-me dúvidas acerca da realidade e de seus constituintes, e quanto mais penso sobre isso, mais percebo o quanto tudo é possível... Até mesmo sermos personagens em um contexto bem maior.

domingo, 5 de junho de 2016

Miniatura DC Série Especial Nº 07 - Grodd

Miniatura DC Especial Nº 07 - Grodd

Grodd é o personagem da DC que combina características dignas de um pesadelo Lovecraftiano. Bestialidade, inteligência superior, força bruta, sede de sangue e um ódio mortal pelos seres humanos fazem com que ele habite qualquer galeria de vilões nível Max! Criado dentro das aventuras do Flash (Barry Alen), Grodd tem uma história de fúria, morte e desprezo por qualquer coisa que não seja ele próprio. Um vilão que evoca em qualquer leitor um terror primitivo de quando possivelmente estávamos à mercê, como espécie, de animais como ele. Um terror entranhado e enterrado em nosso DNA primitivo. Conheçamos um pouco de sua aterradora figura dentro da Coleção de Miniaturas DC e um pouco de seu violento passado e origem.

Miniatura DC Especial Nº 07 - Grodd

A peça de Grodd chegou ao Brasil já em resina, logo após o caos da mudança de material das Especiais da DC. Apesar da resina, a peça possui corpo, pintura e robustez à inspeção à distância. Um exame mais detalhado com as próprias mãos revela, no entanto seu peso incompatível com o tamanho, tendo em vista a leveza da resina. Com o tempo fui superando essa questão do material, e hoje consigo observa-la de longe com prazer. Para muitos, porém essa mudança deixou marcas profundas e incompatíveis com o prosseguimento da coleção. Grodd aparece aqui com uma indumentária que lembra a de um Rei, ou então uma vestimenta cerimonial com um certo "ar" de realeza. O colar, braceletes e cinturão (como aquele usado pelos campeões de luta) é um dos pontos altos, já que aparecem em uma coloração que lembram a de um metal precioso (Ouro ou Cobre).

Miniatura DC Especial Nº 07 - Grodd

Outro ponto de destaque em minha opinião é a definição do pelo de Grodd. Fica bem claro a intenção do escultor em conceber um revestimento que nos lembre o de um Grande Símio. Seus pés estão também modelados de forma a aproxima-lo o melhor possível aos membros inferiores dos Gorilas. O responsável pela escultura teve o bom senso de retirar os pelos da superfície anterior do personagem, mimetizando assim a paquidérmica couraça de pele que reveste a região anterior do tórax e abdômen dos grandes primatas. A composição corporal é "massuda", e talvez esta seja a grande desilusão dos fãs, ou seja, ter na estante um personagem tão robusto mas, ao pega-lo, sentimos um anticlímax, advindo da leveza da resina.

Miniatura DC Especial Nº 07 - Grodd

Acho que o detalhe do crânio em sua mão foi algo interessante. Primeiro para que tenhamos uma ideia correta de proporção entre seu tamanho e o de um ser humano normal e, em segundo lugar, para conferir-lhe um atmosfera de monstro sanguinário ao melhor estilo tribal. Um ponto fraco talvez seja a modelagem da face de Grodd. Conseguimos perceber uma certa dificuldade em se chegar à um rosto bem definido por parte do criador da peça. As grotescas feições naturais de um Gorila não estão bem definidas, e uma inspeção rápida pode dar a falsa impressão do personagem ser até relativamente amigável. Apenas os fãs podem associar de forma mais rápida sua figura aqui retratada com seu gênio maligno e índole brutal. 

Miniatura DC Especial Nº 07 - Grodd

Grodd nem sempre foi assim. Na verdade ele foi um Gorila como qualquer outro, vivendo na selva africana. O grupo do qual Grodd fazia parte encontrou uma espaçonave fumegante que havia acabado de cair em solo africano. Curiosos, o gorilas aproximaram-se da nave e foram colhidos por um raio que subitamente alterou as funções cognitivas de todo o bando, elevando a inteligência de todos e conferindo-lhes, inclusive, certos poderes mentais (telepáticos e telecinéticos). Especialmente dois Gorilas foram afetados mais do que os outros, Grodd e seu reverenciado e sábio líder, Solovar. Em poucos anos o grupo desenvolveu-se rapidamente como sociedade organizada e alcançaram níveis tecnológicos superiores aos do resto da humanidade. Construindo uma cidade desenvolvida no coração da selva, os símios passaram a adorar o pequeno e estranho alienígena sobrevivente da queda.

Miniatura DC Especial Nº 07 - Grodd

Sabe-se pouco a respeito deste alienígena, exceto que ele não queria ficar ali sendo venerado. Com seus poderes telepáticos ele atraiu para a cidade um grupo de exploradores humanos que foram bem recebidos por Solovar, o regente da grande cidade símia. Porém, o que os humanos não sabiam é que estavam sendo telepaticamente guiados e influenciados a saírem da cidadela levando o alienígena. Grodd, no entanto obrigou os humanos a assassinarem o alienígena bem na frente de todos os gorilas, forçando Solovar a decretar a morte dos humanos. Pelos planos de Grodd isso seria o estopim para a deposição de Solovar e sua própria ascensão, o que não aconteceu em um primeiro momento. Mas não tardou que Grodd depusesse Solovar e o prendesse. Usando seu poderes mentais, há alguns anos Solovar vinha monitorando o mundo exterior e seus super-humanos. Desta forma, com sua telepatia, Solovar enviou um pedido de socorro ao mundo dos homens que foi recebido e prontamente respondido por ninguém menos que o Flash (Barry Allen).

Miniatura DC Especial Nº 07 - Grodd

Neste 1º embate entre Grodd e Flash em plena cidadela símia, Flash consegue prender e desorientar Grodd em um vórtice de vento, trancafiando-o assim em uma cela. Solovar e Barry tornariam-se bons amigos, mas o futuro seria negro. Grodd enfim conseguiria assassinar Solovar e investir com todo seu poderio contra a raça humana. Todos os confrontos entre Flash e Grodd se deram a partir destes eventos inciais da vida senciente de Grodd. Em sua trajetória de maldade o grande Gorila enfrentou diversos outros heróis do mundo DC, tendo se aliado, inclusive à outros vilões ou grupo de vilões. Isso fez dele um personagem relativamente conhecido do grande público, sobretudo em função de sua participação junto à Legião do Mal que aparecia nos desenhos dos Superamigos dos anos 70/80. Grodd também fez aparições no desenho dos anos 2000, Liga da Justiça Sem Limites, infelizmente inédito em DVD no Brasil em todas as suas temporadas.

Miniatura DC Especial Nº 07 - Grodd

Este é Grodd. Um líder símio inteligente, grotesco e suas ações e intenções. Um personagem que num primeiro momento pode parecer um tanto quanto inverosímel, sobretudo para o público leigo em relação aos quadrinhos. Mas apesar disso seu potencial é imenso como ameaça. Em tempos em que uma Árvore Senciente (Groot) foi bem aceita nos filmes da Marvel, não vejo problema algum de inserir Grodd em um grande filme. É isso aí amigos. Grande abraço à todos!!!
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