terça-feira, 28 de julho de 2015

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Não é à toa que Michael Jon Carter, o Gladiador Dourado, possui esse nome. Seu criador, Dan Jurgens, provavelmente homenageou outro grande personagem da literatura ficcional, o confederado John Carter das histórias de Edgar Rice Burroughs. Em comum os dois personagens possuem um dado marcante, ambos viajaram para além de seus lugares de origem. No caso de Michael para além do seu tempo e espaço. Vindo do Século 25, o jogador de futebol americano que viria a ser o Gladiador Dourado, possui uma interessante história que iremos visitar hoje, sem, no entanto esquecer de falarmos da peça que o representa na Coleção de Miniaturas de Metal da DC

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Acredito que não haja impressões negativas em relação à peça do Gladiador Dourado. A personalidade do herói está muito bem representada em sua apresentação: a tradicional postura de campeão e aclamação que Michael perseguiu durante toda sua mitologia ficcional. O amarelo dourado do uniforme está adequado. Como parte de sua indumentária que lhe confere poderes, posso dizer que sinto falta do anel de voo e do robô Skeets, seu companheiro original de aventuras.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Loiro, com porte atlético, Michael foi concebido pelo seu criador para evocar o bem-sucedido esportista universitário que se dá bem em todas as situações. O tipo popular com as garotas e com quem todo mundo quer se identificar. Mas as coisas começaram a dar errado para Michael quando ele foi vítima de seus grandes inimigos: 1) sua vontade de se dar bem; 2) perpetuar continuamente sua popularidade e 3) ganhar uma boa grana.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Michael Jon Carter nasceu no ano de 2442 e cresceu com as características que todos queremos ter, carisma e porte atlético. Foi esse porte que lhe deu o passaporte para a Universidade ao ganhar bolsa de estudos por ser muito bom em Futebol Americano. Tudo ia bem para Michael até o dia em que ele decidiu dar um arriscado passo na direção da grana fácil. Foi no Futebol que ele viu essa possibilidade. Assim, ele decidiu apostar nos próprios jogos dos quais participava. Tudo poderia ter passado despercebido, até o dia em que ele entregou um dos jogos para que ganhasse uma "bolada". Descoberto em sua "mutreta", Michael viu seus dias de popularidade e universidade acabados.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

O único lugar em que conseguiu emprego após sua derrocada foi em um Museu dedicado à história do Século XX. Foi lá que Michael conheceu um dos robôs que ajudava a cuidar do local, Skeets. O pequeno e redondo robô voador Skeets era mais que um zelador, ele possuía um banco de dados incrível sobre história do Século XX. Foi durante as intermináveis noites como vigia e zelador do Museu, que Michael começou a se interessar pela fantástica história de nossa época, com seus Super-heróis coloridos, suas aventuras incríveis e mais, sua FAMA! Não demorou muito para Michael ter a ideia de que, se em sua época sua fama e popularidade estavam na lama... Bem... Em outra época isso não era verdade. Ele podia ser quem ele quisesse se conseguisse voltar no tempo!

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Michael então rouba um traje muito poderoso que estava exposto no Museu, junto com um par de braceletes capazes de emitir rajadas de energia, um cinto que gerava um campo de força e um anel de voo. Pronto! Ele estava decidido a se dar bem no Século XX como um herói. Fama e riqueza estavam à sua espera. A grande ideia para riqueza de Michael residia na capacidade inesgotável de Merchandising que a posição de um herói ocupa. Auxiliado por Skeets, ele acessa uma Máquina do Tempo (também presente no Museu) e retorna aos nossos dias. Com datas e horários sobre crimes, roubos e assassinatos devidamente fornecidas por Skeets, Michael inicia sua jornada em nossos dias para se dar bem auxiliando pessoas e evitando tragédias.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado

Não tardou para o plano dar certo. Durante uma cerimônia em sua homenagem Michael se embanana na hora de dizer seu codinome e acaba falando Gladiador Dourado. Nascia então um novo tipo de herói. Alguém que, apesar de ser bom em seu interior, queria no meio do caminho duas coisinhas inofensivas: FAMA e DINHEIRO. No Mundo dos quadrinhos isso já havia sido tentado com certo sucesso por outro personagem nos anos 70, só que da Marvel: Luke Cage e seu jargão "O Herói de Aluguel". No caso do Gladiador Dourado isso só é um pouco mais sofisticado. É claro que não tardou para outros heróis se incomodarem com as motivações de Michael. Superman foi um deles por exemplo.

Miniatura DC Nº 18 - Gladiador Dourado
O Gladiador Dourado teve muito tempo e situações críticas para provar seu valor como herói verdadeiro, sendo inclusive membro importante da Liga da Justiça da América (LJA). Sua fase na LJA nas mãos de JM De Mateis foi uma das mais expressivas até hoje, uma vez que o roteirista conseguiu a fusão perfeita entre humor e heroísmo. O binômio do qual a personalidade de Michael é forjada. Nunca esqueçamos é claro que Michael protagonizou uma das amizades mais sinceras dos quadrinhos até hoje, junto com seu inseparável e saudoso amigo, Ted Kord, o Besouro Azul. Um personagem que jamais tinha que ter sido morto!! Odiei sua morte. Na minha opinião essa morte serviu apenas à interesses espúrios e capitalistas da Editora DC. Isso simplesmente nos privou de ver Michael e Ted novamente em ação com suas hilárias maquinações.

É isso aí amigos!!

domingo, 26 de julho de 2015

Raio X de... Vampiros no Cinema (Box)


Olá amigos... Gostaria hoje de comentar rapidamente os filmes integrantes do Box Vampiros no Cinema da Versátil Home Vídeo. Lançado em Junho de 2015 o Box faz parte da excelente iniciativa da Versátil de lançar Boxes temáticos. Vampiros no Cinema traz um recorte de filmes que abordam o tema do Vampirismo numa interessante progressão de tempo capaz de apresentar a abordagem do mito à luz do pensamento e da narrativa cinematográfica de algumas épocas, no caso: décadas de 20, 70, 80 e 90. O primeiro deles é Nosferatu.


Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens)
 
Ano e País de Produção: 1922 - Alemanha.
Direção: Friedrich Wilhelm Murnau.

Aclamado clássico de Murnau, Nosferatu traz consigo a honra de ser o 1º filme a abordar o mito do Vampiro. Em uma livre interpretação de Drácula de Bram Stoker, o filme traz um Conde (Orlok) que vive nos Cárpatos (região Romena) e que se interessa em comprar um imóvel na cidade de Wisborg. O filme tem a narrativa característica dos filmes das décadas de 10 e 20, ou seja, é mudo, traz interpretações teatralizadas e um pouco exageradas. Com isso em mente o espectador verá que o filme é uma obra-prima ao conseguir revelar a atmosfera sombria, solitária, mórbida e letal dos vampiros. Orlok, embora de aparência frágil e bizarra é sim mortal e astuto. A estética do filme é um espetáculo a parte.


A Noite dos Demônios (La Notte dei Diavoli)
Ano e País de Produção: 1972 - Itália.
Direção: Giorgio Ferroni.

Com a estética característica dos anos 70, A Noite dos Demônios foi para mim uma grande e positiva surpresa. Um jovem e promissor arquiteto (Nicola) se perde em uma floresta em busca de uma madeireira e precisa passar a noite em uma casa com uma família muito estranha. O filme segue características que, infelizmente, não se vê mais nos filmes de terror de hoje, ou seja, consegue ir além do terror ao abordar um erotismo suave e subentendido, a solidão, o medo e o mistério intrínseco e não revelado. Uma narrativa que privilegia mais o ambiente interno dos personagens do que o externo. Para mim, um dos momentos mais memoráveis do filme é a conversa entre Nicola e um ex-policial sobre o motivo da existência dos Wurdulack (termo da cultura dos povos dos cárpatos para morto-vivo).


Quando Chega a Escuridão (Near Dark)
Ano e País de Produção: 1987 - EUA.
Direção: Kathryn Bigelow.

Quando Chega a Escuridão é nada mais nada menos que a junção de um faroeste moderno com um filme de vampiro. A diretora é sim Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar de Melhor direção por Guerra ao Terror. O filme foi lançado em 1987 e traz a estética "Trash" tão famosa e (podemos dizer) cultuada dos anos 80. Duas interpretações que gostaria de destacar, a de Bil Paxton como um jovem Vampiro e de Lance Henriksen (o androide do filme Aline II de 1986).


Cronos (Idem)
Ano e País de Produção: 1993 - México.
Direção: Guilhermo Del Toro.

Cronos é outra surpresa interessante e bem positiva. O filme faz o que parece ser impossível, associa a estética singela, doce e lírica do cinema latino com o mito sombrio dos vampiros. Ron Perlman (HellBoy) está no elenco e faz uma interpretação muito boa, sendo até um alívio cômico para a trama que a partir de um ponto torna-se bem densa. O dispositivo milenar chamado Cronos acaba por cair nas mãos de um dedicado avô que ao lado de sua pequena sobrinha desce aos porões do vampirismo em seu formato mais denso e degradante.




O Box traz os já cultuados "Cards" com a arte original dos filmes. Item que, para o colecionador cinéfilo, é algo que não tem preço, uma vez que lhe permite entrar mais no universo que envolve o filme.



Como tradição dos Boxes da Versátil os Extras estão presentes e são um importante material de consulta e aprofundamento. É isso aí amigos... Grande abraço à todos!

domingo, 19 de julho de 2015

Porque empresas como a Versátil Home Vídeo são tão importantes para o Cinema?


Olá amigos, qualquer fã de cinema, do mais leigo até o mais erudito acadêmico, deve ter notado a profunda e inexorável mudança que a 7ª Arte sofreu no que se refere ao seu acesso ao público. Destaco neste cenário o evento insidioso, mas permanente, que foi o desaparecimento das Vídeo Locadoras, locais por meio dos quais podíamos ter acesso a clássicos, ou mesmo a filmes que nos marcaram afetivamente no passado. O público viu nascer então o modelo de TV por demanda, em que se precisa de um televisor que se conecte à internet e, mesmo assim, fica-se sujeito ao acervo que determinado serviço disponibiliza ao assinante, limitando, portanto o acesso a determinado tipo de gênero ou obra de algum cineasta em específico. Correndo por fora, vimos o incrível mercado negro de "Downloads" de filmes despontar. Fruto da ausência de opções e de uma política de impostos injusta por parte do governo, tal opção cresceu, tomando o lugar de um comércio de filmes por download que poderia se dar dentro da legalidade, com saúde e sustentabilidade. Nesse sentido, verdadeiras pérolas cinematográficas foram ficando esquecidas em função do difícil acesso. E mesmo quando se tem tal acesso, via download, suas versões estão comprometidas. Assim, todo um incrível "Universo" cinematográfico do passado começou a se apagar, ficando restrito apenas aos círculos acadêmicos ou então ao incansável fã.




Diante desta lacuna, a Versátil Home Vídeo vem, já há alguns anos, trazendo novamente à luz obras que pareciam cada vez mais distantes. Mais recentemente, a empresa teve a brilhante ideia de compilar, em Boxes temáticos, filmes que representam muito bem determinado gênero ou obra de cineastas consagrados. Um trabalho que tem resgatado a memória do cinema e que, surpreendentemente, põe em foco filmes que, apesar de sua distância no tempo,  ainda estão plenamente relevantes em nosso contexto social, político e econômico atual. Trazendo cenários de inquietações, dramas, medos e alegrias ainda calcadas no imaginário de nossa sociedade.




Comecei a acompanhar mais de perto tais lançamentos a partir do 2º semestre de 2014, por isso apresento aqui alguns que conheci a partir deste período. Hollywood contra Hitler sintetiza o esforço norte americano no sentido de desconstruir a máquina de propaganda Nazista, com clássicos filmados ainda sob a sombra do nacional nacionalismo de Hitler. Tais filmes trazem um painel de uma época em que a coragem de povos inteiros foi posta a prova.



Em comemoração ao centenário do início da 1ª Guerra Mundial ocorrido em agosto de 2014, o Pack "A Primeira Guerra no Cinema" resgata a insanidade deste evento com clássicos filmes sobre o tema.



Aqui, no entanto a empresa deu o "pulo do gato", em minha opinião. O lançamento de Filme Noir vol. 1 abriu as portas para o resgate do cinema de gênero. A excelente ideia de trazer encartes com as artes dos cartazes originais dos filmes junto com o Box, capturou definitivamente o imaginário do cinéfilo colecionador. Aquele fã que precisa penetrar mais a fundo no filme, buscando informações técnicas, filosóficas e artísticas ao redor da obra. Assim, Filme Noir vol. 1 foi sem dúvida o "ponta pé" para uma trilha de sucesso, uma vez que já estamos no 3º Box da série!



O filme Noir tratado com respeito em toda sua linguagem marginal, por vezes enigmática e cheia de matizes.



Seguindo o mesmo ótimo acabamento das caixas dos filmes Noir, a série Obras Primas do Terror (já também no Nº 3), resgata filmes clássicos do gênero, mantendo as artes dos cartazes de cada filme, agora integrados dentro do próprio Box.







Ainda neste formato, vibrei particularmente com o lançamento de dois Packs: Clássicos Sci-fi e Cinema Faroeste. Meus dois gêneros favoritos!





Outra grande ideia foi o lançamento de caixas trazendo a essência de determinados MITOS que já habitaram amplamente o universo literário e cinematográfico: as caixas Zumbis e Vampiros no Cinema.





Por fim, não posso deixar de destacar a inciativa de trazer a síntese da obra de determinado cineasta ou mesmo escritor transposta para o cinema, algo que pode ser visto em: Lovecraft no Cinema, o Cinema de Hitchcock e a Série "A Arte de...".





Vale lembrar ainda o excelente cuidado na escolha, edição e tradução dos filmes pelo curador da Versátil Fernando Brito.

Bem amigos... Como todos sabem, o presente Blog não possui vínculo com quaisquer empresas, algo que sempre prezei com vistas a manter minha total liberdade para escrever sobre os mais variados aspectos do cinema, literatura, música e quadrinhos. Assim, reafirmo que matérias como esta possuem como única razão meu fascínio como fã, neste caso, de cinema.

O respeito e o resgate de determinada manifestação de arte ensina, agrega, norteia e ilumina as novas gerações. Esta é a resposta para a pergunta do título.

Miniatura Marvel Série Especial Nº 04 - Sentinela

Miniatura Marvel Especial Nº 04 - Sentinela

Flagelo mutante, encarnação do ódio e da intolerância, frio, letal e por vezes com uma propensão à senciência os Robôs Sentinelas talvez sejam o maior inimigo da raça Mutante, uma vez que mesmo Magneto (um dos maiores inimigos dos X-Men) já se tornou alvo da fúria desta tropa mortal. Uma das peças mais cobiçadas atualmente no meio dos colecionadores da Coleção de Miniaturas Marvel da Eaglemoss em seu segmento Especial, o Robô Sentinela será hoje alvo do meu escrutínio. Veremos características desta peça, bem como alguns detalhes principais do passado destes Monstros Metálicos mortais!

Miniatura Marvel Especial Nº 04 - Sentinela

Primeiramente vamos à miniatura. Obedecendo o conceito inicial da Série Especial (de trazer personagens de grande estatura) a peça realmente é maior e mais robusta que as demais. Ainda que só possa ser sentido ao toque, seu peso traz imponência adicional em virtude do material do qual é feita: o polêmico Metal. A coloração da vestimenta obedece às cores clássicas e que ficaram famosas nas principais histórias envolvendo os malignos robôs nos anos 70. A cabeça, em minha opinião, está ótima ao trazer a feição clássica e bizarra. Não dá para não notar uma possível inspiração, de Stan Lee e Jack Kirby (seus criadores), em "Monges", ou seres provenientes de alguma Ordem Medieval. Esta pode ser lembrada como uma das grandes qualidades de Lee e Kirby, a capacidade de trazer para o visual de suas criações alusões a personagens e tipos com os quais as profundezas de nosso inconsciente se identifica. Ainda que não saibamos isso de forma consciente.

Miniatura Marvel Especial Nº 04 - Sentinela

Um ponto, no entanto que confesso que não me agradou na peça foi o fato da modelagem ter obedecido com precisão a anatomia muscular humana. Estamos diante de um corpo muito bem modelado, e isso não é compatível com o lay-out robótico da imensa máquina anti-mutante. Confesso que esperava que a miniatura fosse construída emulando placas retas e sem muitas ondulações, tal qual a armadura do Homem de Ferro. Isso talvez não tenha incomodado muita gente, porém confesso que para mim foi um erro de concepção. Talvez o escultor não soubesse muito a respeito da mitologia dos Sentinelas de Bolívar Trask.

Miniatura Marvel Especial Nº 04 - Sentinela

A postura adotada pela miniatura é interessante. Diferentemente de outras miniaturas da coleção que pouco lembram suas poses mais famosas nos quadrinhos, esta aqui sem dúvida nenhuma é uma posição digna e clássica de um Robô Sentinela. Aquele que se posta diante de seu alvo e levanta a mão como que ordenando que a rendição seja imediata e incondicional, caso contrário uma execução sumária será perpetrada. Infelizmente, justo a "posição da peça" fez com muitas fossem enviadas aos colecionadores com problemas nos dedos da mão esquerda (mão em alerta). Eu por exemplo, comprei uma do excelente Site Gringo TFAW (Things for Another World) e ao recebe-la os dedos estavam muito, muito tortos. Algo estranho, uma vez que são muito, mas muito duros, como pude observar ao tentar conserta-los sem sucesso em minha casa. Isso me motivou a comprar uma segunda peça por ocasião do lançamento Brasileiro. Mesmo essa 2ª peça (a da foto) está com uma leve inclinação dos dedos da mão esquerda (como pode ser visto na 1ª foto).

Miniatura Marvel Especial Nº 04 - Sentinela

Os Sentinelas apareceram pela primeira vez em X-Men Nº 14 de Novembro de 1965. Criados por Bolívar Trask, um cientista ativista da causa anti-mutante, os Robôs Sentinelas foram concebidos como uma força tarefa letal para proteger a humanidade contra a potencial ameça mutante. Os primeiros Sentinelas (Mark I) voltaram-se contra Bolívar Trask ao criarem uma independência mental (uma consciência). Essa revolta se deu, curiosamente, durante um programa de TV ao vivo no qual Trask apresentava ao Mundo sua criação. Salvo inicialmente pelos X-Men, Trask acaba morrendo ao explodir a si próprio junto com sua criação ao perceber o erro que havia cometido.

Miniatura Marvel Especial Nº 04 - Sentinela

A 2ª geração de Sentinelas (Mark II) foi construída pelo filho de Bolívar, Larry Trask. O rapaz culpava os X-Men pela morte do pai, só que vejam só: Larry era um Mutante. Algo que o pai sempre escondeu do filho ao dar-lhe, ainda em vida, um colar que suprimia seus poderes. Quando o colar foi removido as criaturas voltaram-se contra Larry, matando-o, apesar da interferência dos X-Men. Não tardou até que mais um cientista do governo americano, Steven Lang, recriasse os Robôs (Mark III) à luz das anotações dos falecidos Bolívar e Larry que, infelizmente nada traziam sobre o erro que era continuar com o Projeto Sentinela. Lang recebeu fundos do Conselho dos Escolhidos (o grupo que viria a se tornar o Clube do Inferno sob a direção de Sebastian Shaw e Emma Frost!!). O projeto Mark III fracassaria, mas Lang retornaria à prancheta concebendo os Sentinelas X, cópias exatas dos integrantes dos X-Men. Às custas do faro inato de Wolverine o embuste foi descoberto e os Sentinelas X (ou Mark IV) destruídos. Lang acabaria seus dias ao ter sua mente fundida com um dos Sentinelas e ser derrotado.

Miniatura Marvel Especial Nº 04 - Sentinela

Os Sentinelas Mark V seriam construídos ainda sob a batuta megalomaníaca de Sebastian Shaw, que via nisso uma grande chance de fazer fortuna junto ao governo, mesmo ele sendo um mutante também (!!). Com uma nova derrota de Shaw, o vilão Massacre tomou o controle dos Sentinelas. Agora sob o comando de Massacre, os Robôs se voltaram desta vez contra os Humanos, sendo detidos apenas com a intervenção conjunta dos Vingadores e X-Men. Tentando não repetir erros anteriores o governo americano decidiu deixar o Projeto nas mãos de um homem, o sombrio Bastion. Os Sentinelas foram então construídos para albergarem em seu interior seres humanos que se fundiam com a máquina: Os Suprassentinelas. Esse plano foi frustado quando o próprio governo reconheceu seu viés ético e moral. Mas talvez o mais arrasador ataque dos Sentinelas ao Mutantes tenha sido sob o comando da mutante maligna Casssandra Nova. Sob seu comando os Sentinelas empreenderam o maior massacre de mutantes até então, na Ilha conhecida como Genosha (16 milhões de Mutantes mortos!).

Miniatura Marvel Especial Nº 04 - Sentinela

Os Sentinelas tiveram tantas participações letais na mitologia mutante da Marvel que seu nome virou sinônimo de intolerância, letalidade e perigo. Abrindo a discussão eterna sobre o medo das máquinas um dia dominarem o Mundo. Com participação importante no filme Dias de Um Futuro Esquecido da Fox, hoje os mortíferos Robôs Anti-Mutantes são conhecidos até pelo público leigo. Daí, provavelmente terem se tornado objeto de desejo de tantos fãs e não fãs diretos de quadrinhos.

É isso aí amigos!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sombra do Paraíso


Publicado recentemente pela Editora Aleph, Sombra do Paraíso é o 1º livro da Saga de Keanu. Escrito à quatro mãos por David S. Goyer (roteirista de filmes de sucesso como Batman - O Cavaleiro das Trevas e Superman - O Homem de Aço) e Michael Cassut, o livro me chamou atenção nem tanto pelo nome envolvido (David Goyer), mas sim pela chamada que dizia que a história seria um misto de Encontro com Rama de Arthur C. Clarke e do filme Os Eleitos (grande obra sobre os primórdios da exploração espacial americana). O livro é sim um misto destas duas obras, devidamente atualizada para nossos dias e cumpre o que promete ao entregar ao leitor uma "Montanha-Russa" de acontecimentos e reviravoltas. A narrativa é bem cinematográfica, o que me parece ser a contribuição de Goyer para a história. 


Se você está à procura de um livro envolvente, que conduz o leitor de forma precisa para uma determinada ambientação (no caso a viagem espacial) e ainda possui um grande mistério envolvido, esse é o livro certo. A narrativa de Goyer-Cassutt é bem "pé no chão", ao descrever nossa sociedade atual com todas suas mazelas e obsessões tecnológicas. Isso não é, de modo algum, um demérito da obra, no entanto não pude deixar de lembrar de livros que li recentemente de mestres como Isaac Asimov (Saga da Fundação, O Fim da Eternidade...) e Arthur C. Clarke (Encontro com Rama, O Fim da Infância...). Asimov e Clarke conseguem imprimir uma discussão existencial subjacente à narrativa que também está presente em Sombra do Paraíso. No entanto, o discurso cinematográfico, em minha opinião, reduziu um pouco o mistério e o assombro tão comuns nas obras dos grandes mestres.  Por não querer ser injusto com a obra de Goyer-Cassutt volto a reiterar que o livro é bom. Porém, ao leitor acostumado com livros destes mestres da ficção dos anos 60 (Ursula K. Le-Guin, Asimov, Clarke, Walter Miller Jr...), Sombra do Paraíso assemelha-se muito a um trailer cinematográfico, o que pulverizou um pouco o mistério. Isso não é necessariamente ruim, já que me parece que Goyer escreveu pensando em uma adaptação para a telona. Para mim, no entanto faltou um pouco da estranheza sutil inerente ao insondável, algo tão presente nas obras citadas acima.

David S. Goyer e Michael Cassutt

A narrativa, calcada quase que 100% nos hábitos e comportamentos de nosso tempo, acabaram por diluir um pouco o cenário fantástico que os autores tentam elaborar. Em virtude disto não consegui atingir o escapismo que outros livros (como os que citei acima) me proporcionaram. Isto não é demérito da obra, mas sim fruto de um histórico prévio de leituras que trago comigo, o que acaba por influenciar minha expectativa ao redor da obra. Possivelmente outros leitores terão experiência diferentes da minha, sobretudo em função do mesmo motivo. A atmosfera aterradora, eterna e profunda de que falo aparece no desfecho do livro. O que me fez então querer ler os próximos (que espero, aliás, que a Aleph lance em breve).


A história se passa a partir do ano de 2016, quando é descoberto um objeto que, aparentemente, é apenas uma rocha em direção à Terra. Logo, no entanto todos descobrem o caráter singular do OBJETO. Narrada, praticamente em tempo real, a história conduz o leitor à duas frentes, a exploração do estranho objeto por uma equipe de astronautas e os acontecimentos na Base em Houston. O nome "Keanu" vem do ator Keanu Reeves sim. Segundo a história o estranho objeto foi inicialmente batizado de NEO, sigla em inglês usada pela NASA para Near Earth Object. Por causa do nome NEO, logo ele foi batizado de Keanu em função do personagem de nome Neo, interpretado por Keanu Reeves em Matrix.


Duas naves espaciais, uma enviada pela NASA (a Venture-Destiny) e uma liderada pela coalisão Rússia-Índia-Brasil (a Brahma) são enviadas na direção de Keanu, e é sobre as façanhas exploratórias da tripulação da Venture-Destiny e da Brahma que o livro é construído. Como disse acima a sequencia promete e espero vê-la em breve. Caso você também tenha lido o livro deixe sua opinião!


Um grande abraço à todos!
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