quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Miniatura DC Nº 03 - Coringa

Miniatura DC Nº 03 - Coringa

Olá amigos... Dando sequência às peças da Coleção de Miniaturas DC já lançadas no Brasil veremos um dos personagens que, ao lado do Batman, mais ganhou relevância no cenário pop mundial na última década: O Coringa. Talvez por refletir a insanidade de algumas causas existentes em nosso mundo moderno, bem como a irracionalidade de determinados comportamentos vislumbrados atualmente, O Coringa venha ganhando ainda mais impulso. Soma-se a isso a soberba, e até sobrenatural, interpretação de Heath Ledger no 2º filme da Trilogia do Homem Morcego de Christopher Nolan. Símbolo do caos e da crueldade O Coringa nos lembra porque muitos enxergam a figura do "palhaço" de forma tão sombria e terrível.

Miniatura DC Nº 03 - Coringa

A peça, uma das mais procuradas da coleção até o momento nas bancas, agradou à todos (pelo menos todos com os quais pude conversar). Sua caracterização a partir do seu tradicional traje roxo, que lembra um "fraque", com colete, camisa verde (combinando com seus cabelos de cor esmeralda), sapatos de sapateador e luvas roxas valorizaram a peça, pois esse é O Coringa em seu conceito original. Junta-se à indumentária a presença da bengala sobre a qual o personagem se apoia em uma posição de "Espectador". É como se estivesse observando algo que estivesse lhe trazendo muito prazer e, como conhecemos sua deformada psique, sabemos que é algo terrível. 

Miniatura DC Nº 03 - Coringa

Um dos aspectos mais assustadores do personagem é, em minha opinião, a ideia  do prazer pelo mal. Tal comportamento já foi alvo de excelentes e assustadoras obras, como por exemplo a história do violento e psicótico jovem protagonista do filme Laranja Mecânica de Stanley Kubrick. A possibilidade da existência de alguém com tal inclinação é perturbadora. Ainda mais no caso do Coringa, uma vez que isso se associa à aspectos lúdicos e infantis ao encarnar a figura do "Palhaço". 

Miniatura DC Nº 03 - Coringa

Embora na última década O Coringa tenha se transformado (gradativamente) num personagem mais violento, cruel e enigmático, para mim sua melhor caracterização ainda é do palhaço perigoso, porém sem muita noção da profundidade de seus atos. Esse Coringa pode ser encontrado, por exemplo, na premiada Série Animada do Batman (Batman: The Animated Series) dos Anos 90 de Bruce Timm. Embora alguns possam dizer que aquele Coringa é mais infantil e inofensivo, eu diria que foi uma das caracterizações que mais me divertiu e agradou. Dublado pela voz de Mark Hamill (o Luke Skywalker de Guerra nas Estrelas) aquele Coringa é muito bom! Para mim, a insistência atual em retrata-lo de forma sombria, cruel e sanguinária está ligada, de certa forma, à tentativa de aumentar as vendas a partir da polêmica.

Miniatura DC Nº 03 - Coringa

A origem do Coringa é nebulosa e não pode ser checada com precisão. A maioria dos fãs (creio eu) consideram como definitiva aquela apresentada por Alan Moore na excelente história "A Piada Mortal". Os motivos da excelência dessa história são vários e não caberia debate-los aqui, porém acredito que a origem do Coringa ali presente agrade à tantos em função de que mostra o que de certa forma sempre quisemos acreditar, ou seja, que O Coringa foi um homem comum, um comediante, que saiu dos trilhos a partir de um triste encadeamento de eventos que, além de o transformar no criminoso chamado Capuz Vermelho, também lhe tirou sua esposa ainda grávida. Tais eventos nos confortam porque explicam a origem do mal em seu coração. Em geral ficamos assustados e perplexos quando mal aparece sem causa, ou seja, aquele que advém sem nenhum motivo aparente. Isso tornaria o personagem ainda mais aterrorizante.

Miniatura DC Nº 03 - Coringa

A relação do vilão com o maior defensor de Gotham é outro ponto que atrai atenção. A possibilidade dos dois personagens se complementarem já foi usada em várias situações. Ressalto duas delas: na Premiada Obra de Frank Miller Batman: O Cavaleiro das Trevas e Asilo Arkham de Grant Morrison. Na 1ª fica claro que o desaparecimento do Cruzado Encapuzado após sua aposentadoria, literalmente retira a vontade de viver do Coringa, que entra em estado catatônico. Já na obra de Grant Morrison o Palhaço do Crime decide trazer o Homem Morcego para dentro de sua mente para provar o quanto os dois são parecidos e interdependentes. Duas obras imprescindíveis para a coleção.

Miniatura DC Nº 03 - Coringa

A relação do Coringa com aqueles à sua volta também é interessante. Talvez sua parceria mais duradoura seja com a antiga psiquiatra do Asilo Arkham, Dra. Harleen Quinzel, que ao trata-lo desenvolveu uma bizarra admiração pela sua mente. Quinzel se tornaria a parceira de crimes conhecida como Arlequina, uma criminosa que manteria uma relação de submissão e simbiose junto ao vilão. O próprio Asilo Arkham parece ser um local de descanso e de reflexão para O Coringa, na medida em que ele se deixaria capturar para lá refazer sua mente e desenvolver sua neurose sem interferências. Uma neurose e psicopatia aliás que chegou a ser definida por uma psicoterapeuta interna do Arkham como um estado de "Supersanidade", ou seja, uma percepção maior da realidade humana à sua volta, deixando sua mente com um afluxo enorme de informações e, por conseguinte, passível de uma profunda distorção de suas ações. Louco não!?

Miniatura DC Nº 03 - Coringa

Sem dúvida nenhuma O Coringa transformou-se em uma das figuras mais conhecidas da cultura pop moderna, símbolo de uma guerra caótica e sem sentido contra o senso comum de realidade e, por isso mesmo, insano e perigoso. Seu sucesso com certeza vem pegando carona nos eventos sem sentido e brutais de nossa sociedade, transformando-o em um personagem ficcional muito próximo da realidade. E aí talvez esteja a grande e "sem graça" ironia! Abraço à todos!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Coleção de Miniaturas Marvel - Lista de Personagens: Série Double Pack


Há algum tempo eu estava devendo à mim mesmo uma postagem com a figuras que compõem outro segmento da Coleção de Miniaturas Marvel: O Segmento Double Pack. Depois de uma série de matérias trazendo outros segmentos da coleção:

- Série Normal de 1 à 100;

- Série Normal de 101 à 200;

- Série Especial de 1 à 10;

- Série Especial de 11 à 20;

- Série Mega Especial;

Agora apresento a Double Pack.

Constituído de poucas figuras, esse segmento tem como objetivo trazer personagens que possuem algum parceiro (a) ou companheiro (a). Em minha opinião essa série poderia ter sido muito mais explorada. Infelizmente foram poucas figuras lançadas dentro desta concepção. Mas numa rápida reflexão tenho certeza que muitos de nós lembraríamos de uma grande lista de heróis e vilões que poderiam muito bem ser retratados aqui em duplas.

Nº 01 - Professor Xavier e Lilandra

Nº 02 - Ka-Zar e Zabu

Nº 03 - Sasquatch e Pigmeu

Nº 04 - Estrela Polar e Aurora

Todos nós comemoramos no final do ano passado a abertura da Loja Virtual da Eaglemoss Brasil. Aproveito agora para comemorarmos a recente notícia de que a 1ª peça da Série Especial (O Incrível Hulk) foi colocada à venda on-line e já pode ser adquirida. O ano de 2013 transcorreu cheio de expectativa quanto ao lançamento dessas peças Especiais e a disponibilização do Gigante Esmeralda nos enche de esperança de que, com as boas vendas dessa figura, outras Especiais também cheguem. É só uma questão de tempo creio eu.

Abcs à todos!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Miniatura Marvel Nº 32 - Venom

Miniatura Marvel Nº 32 - Venom

Sempre existiu uma tendência de se construir narrativas nas quais heróis são confrontados com suas contra-partes, ou seja, encontros com o lado negro da própria personalidade. Superman já teve histórias assim ao lutar por exemplo com Bizarro. No caso do mais famoso escalador de paredes da Marvel eu diria que isso se concretizou com Venom. Um vilão com as mesmas habilidades do Homem-Aranha, e que durante boa parte de sua trajetória compartilhou seus segredos. Nessa matéria veremos as características desta peça de Nº 32 da Coleção de Miniaturas Marvel, bem como alguns aspectos que compõem a mitologia deste Simbionte.

Miniatura Marvel Nº 32 - Venom

Venom nunca foi um vilão que me chamou atenção. Penso até que ele foi criado como um personagem de ocasião. Para sanar alguma demanda de mercado dos anos 80 por vilões monstruosos e parecidos com heróis. Para mim um experimentalismo que deu certo, no entanto continuo a vê-lo como um personagem sem nenhuma dramaticidade. Diferente de outros que carregam suas monstruosidades em associação com um profundo drama pessoal, como por exemplo o Hulk ou o Coisa na Marvel, e O Monstro do Pântano na DC, Venom é um monstrengo sem muito carisma. Claro que isso não o torna menos necessário, uma vez que na mitologia universal sempre existiram bestas incrivelmente poderosas e sem cérebro.

Miniatura Marvel Nº 32 - Venom

A miniatura consegue representar a descrição acima. Um monstro corpulento, grotesco e, aparentemente, sem muito controle. Achei a anatomia bem definida e o fato do personagem não possuir muitos detalhes em em sua roupa e forma, deixa a miniatura limpa e bem modelada. Os fãs do vilão devem ter gostado da miniatura. A pose utilizada para retrata-lo expressa o conceito de criatura em busca de alguma presa e, nesse sentido, valoriza seu conceito básico.

Miniatura Marvel Nº 32 - Venom

Venom, em minha opinião, é cria dos anos 80, uma época de políticas internacionais duras e belicistas, tendo à frente Ronald Reagan e Margareth Thatcher. Não é à toa que figuras como Silvester Stallonne com seu Rambo (o 1º excelente aliás), Arnold Schwarzenegger com seus tipos brutamontes, Jean-Claude Van Damme e Dolph Lundgren, faziam sucesso. Sobretudo por expressarem o tipo forte, quase invulnerável, agressivo e um tanto psicótico, admirado e invejado à época.

Miniatura Marvel Nº 32 - Venom

Venom se encaixa muito bem nessa ótica e representa o conceito vigente na cultura pop à época de sua criação (1984) e desenvolvimento (ao longo da década de 80). Ele apareceu inicialmente apenas como uma bola negra retirada de uma máquina alienígena quando os heróis da Marvel encontravam-se em um ponto longínquo do universo durante a Saga Guerras Secretas (1ª Metade dos anos 80). Rapidamente essa bola negra se adaptaria ao corpo do Homem-Aranha e passaria a servir-lhe de uniforme.

Miniatura Marvel Nº 32 - Venom

Tenho quase certeza de que a Marvel não tinha absolutamente nenhuma ideia de que o personagem se desenvolveria da forma que se desenvolveu ao longo das duas década seguintes. Ou seja, Venom não foi criado como a maioria dos personagens da Casa das Ideias, com uma mitologia própria já à época de sua criação. O Simbionte Alienígena na verdade foi se desenvolvendo ao longo do tempo e aproveitando a tendência e a mentalidade pop da época. Assim, ele foi mudando e se adaptando àquilo que as pessoas queriam.

Miniatura Marvel Nº 32 - Venom

Sei que muitos personagens de novelas, romances e seriados nascem assim, vão tomando vida própria e o autor vai apenas conduzindo-os ao longo da trama. Stephen King já admitiu isso várias vezes. Não vejo problema nisso, porém em algumas situações específicas fico com a impressão que os autores acabam fazendo aquilo que vende mais, e não necessariamente aquilo que seria melhor para o tratamento dramático do personagem. Por isso que me refiro à alguns seres como "personagens de ocasião", ou seja, figuras que nascem a partir dos ditames comerciais e não artísticos.

Miniatura Marvel Nº 32 - Venom

De uniforme customizado sapiente, Venom se converteria em um ser com aspirações próprias e com uma tendência à se unir à pessoas com inclinações homicidas e cruéis. Assim ele se constituiria em um vilão moderno e perigoso. Recentemente ele se encontra em uma fase interessante, controlado pela Shield e com permissão para ocupar o corpo do mutilado Flash Thompson (antigo amigo de Peter Parker), apenas pelo tempo necessário para não influenciar malignamente a mente de Thompson. Como integrante do Grupo Vingadores Secretos ele tem se mostrado um importante membro.

Bom amigos... Esse é Venom... Vilão (?) / Herói (?)... Bom isso dependerá dos próximos roteiristas ou, quem sabe, do clamor das vendas!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O Oceano no Fim do Caminho


"O quanto nossas memórias de infância influenciam nossa vida adulta?". Embora essa seja a pergunta-chave presente no livro de Neil Gaiman (O Oceano no Fim do Caminho), eu perguntaria mais: "O quanto nossos medos e fantasias de infância realmente foram fruto de nossa imaginação infantil? O quanto delas teriam sido reais?". Talvez cresçamos e percamos uma capacidade única presente em nossos primeiros anos de vida que nos permite perscrutar outros mundos, outras realidades e, quem sabe, nos permite viver e sentir mais intensamente o tecido da realidade. Talvez adultos apenas deixam de ousar, de imaginar e de sonhar... 


Recentemente terminei de ler O Oceano no Fim do Caminho. Um livro de cheiros, sons, imagens e explicações para nossas incríveis sensações de infância. Um livro que me permitiu retornar à fazenda na qual fui criado e lembrar da trilhas que haviam lá, e que pareciam não levar exatamente para onde os adultos insistiam que iam. Das árvores que juntas pareciam discutir, em uma língua antiga, coisas além da compreensão e, embora os adultos dissessem que formavam apenas um bosque, eu sabia que havia algo mais nelas. De prados e recantos que por segundos eu conseguia afirmar com toda certeza que havia mais alguém ali. Alguma coisa antiga e sábia que eu aprendi simplesmente a admirar. Ao crescermos e, sobretudo, no modernizarmos fomos perdendo uma habilidade que os antigos cultivavam, fomos perdendo as ferramentas que nos permitiam, por segundos, ouvirmos e sentirmos a criação.



Neil Gaiman conta com habilidade uma história narrada pelos olhos de um menino de sete anos que vive uma experiência incrível e assustadora ao entrar em contato com forças que a humanidade simplesmente desconsidera em dias atuais, mas que na verdade continuam à nossa volta. Quando nos aquietamos e nos deixamos ouvir os sons do vento, da grama farfalhando, das folhas das árvores sendo despenteadas e nos sentimos em silêncio, é possível perceber que tudo pulsa, que tudo ainda está ali. E que habitamos um mundo mediante apenas uma concessão temporária. Experiências assim na natureza nos permite por alguns segundos usar algumas "antenas" em nosso interior. "Antenas" que foram danificadas por nossa arrogância e orgulho, mas que podem ser acionadas por pequenos segundos e nos permitem perceber a presença da criação.



Aos olhos de um menino de sete anos, Neil Gaiman nos faz conhecer as três mulheres que habitavam a antiga Fazenda Hempstock. Ali começaria a grande amizade entre o menino e a filha mais nova da Sra. Hempstock, Lettie. 


O pequeno menino sabia que havia algo muito diferente com elas e não pôde deixar de participar de acontecimentos que acabaria por carregar para sempre em seu subconsciente pois, seria demais pedir que sua mente adulta acreditasse que fora verdade.



Lettie Hempstock provaria ser uma boa amiga, talvez a melhor que o pequeno menino já teve. O ponto central dos acontecimentos sempre foi o Lago nos fundos da Fazenda das Hempstock, que Lettie sempre teimara em afirmar que não era um Lago, mas sim um Oceano. O pequeno garoto achou tudo muito engraçado, mas realmente sentia que algo era realmente diferente ali.


Passar pela infância não é algo fácil... Talvez toda idade carregue mesmo suas dificuldades. Mas na história de Neil Gaiman, Lettie Hempstock ajuda o pequeno, tímido e introvertido menino a conhecer mais a respeito da natureza das coisas. Para ele era um conforto estar com ela, já que não conseguia demonstrar as características que seu pai gostaria de ver nele, o amor pelos esportes, a impetuosidade e coragem da maioria dos meninos. Ao contrário disso, o pequeno George sempre fora dado à livros, ao silêncio e aos programas de TV.


Adultos geralmente fazem sempre os mesmos caminhos. Em geral não ousam, não se aventuram. Na infância, no entanto carregamos algo que nos faz explorar, tomar atalhos, modificarmos por exemplo o caminho da escola para vermos o que tem depois, irmos um pouco mais além. Embora tímido o pequeno menino fez isso ao aceitar o convite da pequena Lettie que tinha onze anos de idade, mas George sabia que talvez ela tivesse onze anos de idade há muito, muito tempo.

Neil Gaiman

O Oceano no Fim do Caminho é uma Fábula através da qual Neil Gaiman nos lembra que tudo continua lá... É só você ligar suas "Antenas" para sentir novamente a presença de algo estranho, antigo, mas maravilhoso à sua volta.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Miniatura Marvel Nº 31 - Anjo

Miniatura Marvel Nº 31 - Anjo

Warren Worthington III é o herdeiro de uma grande fortuna e, em sua adolescência, se descobriu especial: começou a criar asas, literalmente! Assim nascia um dos grandes personagens do Universo Mutante da Marvel, integrante da 1ª formação dos X-Men e símbolo de coisas sublimes. A vida se mostraria difícil e cheia de traumas para Warren. Sua carreira de Super-herói foi provada inúmeras vezes. Na Coleção de Miniaturas Marvel, o Anjo aparece o visual mais clássico (não como Arcanjo) e que, em minha opinião, melhor lhe representa. Nessa matéria veremos um pouco das características desta peça, bem como alguns eventos que marcaram a vida do alado mutante.  

Miniatura Marvel Nº 31 - Anjo

Miniaturas de metal que representam personagens de face desnuda, em geral são difíceis de se fazer, imagino eu. E nessa coleção podemos identificar diversos exemplos de peças que vieram com as faces um pouco mal representadas. No caso do Anjo identifiquei diversas que possuíam faces diferentes e algumas até um pouco estranhas. Para mim o grande diferencial na miniatura do Anjo é, sem dúvida nenhuma, a presença marcante e poderosa das asas. Prova disso é que a peça torna-se mais exuberante quando vista de trás. Achei o par de asas muito bem feito e com uma coloração branco-azulada muito bonita.

Miniatura Marvel Nº 31 - Anjo

Embora queiramos que os personagens sejam representados em suas clássicas posições (ex.: no caso do Anjo, voando) acredito que isso deva ser uma dificuldade para a modelagem, uma vez que, no caso desta coleção, as miniaturas devem estar fixas em uma base. Sendo assim, a pose escolhida para o Anjo foi interessante pois, quando vista de frente, lhe confere um ar de altivez e profundidade ao direcionar o olhar do herói para o horizonte. Particularmente achei o saldo da figura bem positivo ao considerarmos os aspectos que levantei: visual clássico, destaque para a grande característica anatômica do personagem (suas asas) e sua postura imponente e reflexiva.

Miniatura Marvel Nº 31 - Anjo

Warren nasceu rico e teve que esconder as pequenas asas que lhe nasciam nas costas durante sua adolescência. Estudando em uma renomada escola, descobriu que seu dom poderia lhe ser útil ao conseguir resgatar seus colegas de escola durante um incêndio. Usando uma peruca e uma túnica para esconder sua identidade dos amigos, Warren salvou a todos e assim descobriu seu dom para o bem. Não tardou para chamar a atenção do Professor Charles Xavier e assim Waren integrou a 1ª equipe dos X-Men, ao lado de Ciclope, Garota Marvel, Fera e Homem de Gelo.

Miniatura Marvel Nº 31 - Anjo

O Anjo viveria grandes histórias naquela fase embrionária do Universo Mutante, porém na sequencia faria participações (todas frustradas) em diversas equipes: Os Campeões, Os Defensores e X-Factor. Ao lado deste último grupo o Anjo iniciaria um martírio, tendo como figura central um antigo e dissimulado amigo dos tempos de escola, Cameron Hodge. Até hoje eu não sei se todo esse martírio foi necessário. Torturado, chegou a ter suas asas amputadas, mas isso ainda seria só o começo. Capturado por um ser milenar chamado "Apocalipse" o Anjo sofreria lavagem cerebral e receberia novas asas retráteis de metal, tonando-se o Anjo da Morte. As asas de metal seriam fruto da inserção de um vírus em seu corpo que, como efeito colateral, deixaram sua pele azul. Warren perderia assim sua aparência angelical e se tornaria uma máquina de matar nas mãos de Apocalipse.

Miniatura Marvel Nº 31 - Anjo

Algum tempo depois, já livre do domínio de Apocalipse, o Anjo adotaria o nome de Arcanjo. Após um breve romance com a mutante Psylocke, o Arcanjo veria suas antigas e brancas asas despontarem novamente, substituindo as de metal. Sua pele também voltaria ao normal e Warren passaria por um bom tempo atuando mais como executivo do que como Super-herói. Como empresário de sucesso ele passaria a financiar diversas iniciativas mutantes ao redor do mundo.

Miniatura Marvel Nº 31 - Anjo

Mais recentemente Warren se descobriria com propriedades curativas em seu sangue, tal qual um fator de cura, porém que também serviria àqueles que tivessem o mesmo tipo sanguíneo que o seu. Em minha opinião eu questiono os rumos dados ao Anjo ao longo destas últimas 03 décadas. Acho que para manter boas histórias não é necessário subverter o conceito original de um personagem e, no que se refere ao Anjo, penso que os roteiristas fizeram isso. De certa forma o conceito original do herói ainda não foi restaurado. O conceito de um ser alado, de aparência angelical, livre, sublime e bom. Talvez tudo isso seja fruto do amadurecimento dos quadrinhos nas últimas décadas sob a forte influência dos sombrios anos 80, misturado à vontade de se criar histórias chocantes que aumentassem as vendas.

Miniatura Marvel Nº 31 - Anjo

Para mim o Anjo ainda permanece à espera de histórias à altura de seu conceito original. Recapitulando sua história percebe-se que toda vez que esse momento estava prestes a acontecer os roteiristas arrumavam alguma tragédia para subvertê-lo. Assim, aguardo o dia em que o personagem possa viver aventuras baseadas em uma mitologia mais próxima aos seus conceitos iniciais presentes nas mentes de seus criadores Stan Lee e Jack Kirby.

Bom amigos... Um grande abraço à todos!!