sábado, 29 de junho de 2013

Miniatura Marvel 23 - Kraven

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

O irascível e violento Kraven foi um dos grandes caçadores do Universo Marvel. Criado por Stan Lee e Steve Ditko, Kraven fez sua primeira aparição em Amazing Spide-Man Nº 15 de agosto de 1964. Desde o início o personagem foi desenvolvido para ser um dos grandes oponentes do Homem-Aranha que na época já se mostrava um grande sucesso dos quadrinhos. Com uma história trágica e cheia de erros pessoais, Kraven viveu sob a perspectiva de uma obsessão: derrotar o Homem-Aranha. Toda sua ira e revolta no entanto, tem raízes profundas no seu passado. Conheceremos aqui um pouco da vida e trajetória deste personagem que estrela o número 23 da Coleção de Miniaturas Marvel.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven
 
Sergei Kravinoff (Kraven) nasceu na Rússia e vinha de uma família de aristocratas russos. Com a Revolução Vermelha de 1917, Kraven fugiu do país ainda pequeno com seus pais para se refugiar em outro país, tal qual diversas famílias burguesas fizeram. Os Ravinoffs foram para a Inglaterra e lá fixaram residência vivendo de uma forma muito, mas muito mais simples do que aquela que desfrutavam na Rússia. O pai de Kraven viria então a trair sua mãe com umas das empregadas da casa. Desse relacionamento nasceria Vladimir Smerdyakov, que mais tarde se tornaria o conhecido vilão Camaleão. Tamanha mudança no estilo de vida e possivelmente a traição de seu pai, levou  a mãe de Kraven a se suicidar. A personalidade complexa, compulsiva e competitiva de Kraven teria grande impulso com esses acontecimentos.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Em busca da antiga nobreza de sua estirpe, Kraven procurou se aprimorar física e psicologicamente tornando-se um incrível caçador que viajou pelo mundo enfrentando e caçando as mais perigosas feras. Sua fama cresceu e logo se tornou mundial. Foi nessa época que seu nome foi adaptado de Kravinoff para "Kraven" junto aos jornalistas. Apesar de ser um homem comum, Kraven conseguiria habilidades especiais proveniente de uma poção de ervas indígenas roubada por ele de uma feiticeira de uma tribo africana. Tais habilidades lhe proporcionaram grande força física, levando o carrancudo e arrogante Kraven à uma carreira de extremo sucesso como caçador e domador. 

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Com sucesso veio o tédio, e com o tédio veio o desejo de buscar novos desafios em sua vida. Assim, Kraven se viu determinado a caçar a maior de todas as feras, o próprio ser humano. Dentre todos os seres humanos o Homem-Aranha seria, segundo Kraven, o mais fantástico e perigoso de todos, explicando assim o óbvio motivo de sua escolha ao se voltar contra o desavisado Cabeça de Teia. Kraven travaria diversos embates com o Teioso e, em praticamente todos, seria invariavelmente derrotado e mesmo humilhado.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Em 1987 seria publicado um arco de histórias que ficou conhecido como "A Última Caçada de Kraven". Como parte de uma ótima fase que o Homem-Aranha vivia na época no que se refere à roteiristas e desenhistas afinados, essa história agradou e se tornou o grande epitáfio do grande vilão Kraven. Com uma mente já perturbada, um desorientado Kraven empreenderia uma violenta caçada ao Homem-Aranha, chegando a usar armas de fogo nesse confronto, algo que até então nunca tivera feito. Um acuado Homem-Aranha se surpreenderia com tamanha selvageria e ódio chegando por fim a ser derrotado por Kraven.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Após ter atingido seu grande objetivo, Kraven possivelmente caiu em um vazio existencial. Ao perceber que devotara a vida a superar seu grande oponente, é provável que sua vida tenha deixado de fazer sentido. 

A história se encerra com o suicídio de Kraven...

A Última Caçada de Kraven é vista como um dos grandes clássicos do Homem-Aranha e fez parte de uma época em que as histórias do Teioso eram bem trabalhadas e satisfaziam os leitores. No Brasil esse arco de histórias foi publicado em 03 momentos: em 1991 como minissérie e logo em seguida em edição encadernada (essa eu tenho), e em 2004 como volume 02 da série de encadernados denominada "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha".

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

A miniatura do personagem agradou à todos quantos eu pude conversar a respeito. Os detalhes a serem observados são muitos, desde seu colete que forma a face de um leão e cuja juba se assemelha à um manto que cobre as costas do personagem, até a lança, que é também outro destaque, conferindo o aspecto tribal do personagem. Embora a indumentária de Kraven possa parecer um pouco fora de moda atualmente, na época em que fora criada expressava a roupa frequentemente vista nos filmes que envolviam caçadas africanas. O trágico destino de Kraven mostra que histórias em quadrinhos podem ser, e muitas vezes são, reflexo do Espírito de uma Época e de dramas pessoais.

Miniatura Marvel Nº 23 - Kraven

Um grande abraço à todos!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Jornada nas Estrelas - Além da Escuridão


Jornada nas Estrelas - Além da Escuridão (Star Trek - Into Darkness), estreou recentemente no Brasil e é o segundo filme sob a batuta do aclamado cineasta J.J. Abrams. O filme dá seguimento a atualização da franquia feita pelo diretor em 2009 com Star Trek. Nesse mais recente filme Abrams conduz Jornada nas Estrelas ao lugar onde Gene Roddenberry (criador da série e de todo seu conceito nos anos 60) gostaria que ela fosse. Nessa matéria veremos alguns aspectos interessantes do filme e da importância desta série para a cultura pop mundial.


Nos anos 60 eram comuns seriados televisivos nos quais eram abordados temas imaginativos e fantásticos. Séries como "Perdidos no Espaço", "Terra de Gigantes", "Túnel do Tempo", "Além da Imaginação" entre outras vinham consolidando seu espaço junto às massas. No início da década de 60 o jovem Gene Roddenberry já havia sido de tudo um pouco, entregador, policial e nas horas vagas um roteirista amador. O que poucos sabiam é que ele trazia consigo a ideia para um programa de ficção científica que levasse a sério as últimas descobertas científicas e colocasse a Terra como ponto de partida de uma nave espacial que partiria em uma missão de exploração de 5 anos ao espaço profundo. Em busca de novas formas de vida a nave, que se chamaria "Enterprise", teria uma tripulação ousada para época. Pela primeira vez a série traria um alienígena com aparência estranha (que era reconhecido por muitos no início como malévolo pelo seu par de orelhas pontudas) em um posto de comando. Spock seria o 1º imediato de um ousado, mulherengo e boa praça Capitão, o intrépido James Tiberius Kirk. Gene tentaria romper com a moral puritana e muitas vezes hipócrita da sociedade americana ao colocar uma bela negra como uma oficial de comunicações, a Tenente Nyota Uhura, interpretada na época pela atriz Nichelle Nichols. Alías, Uhura estrelaria 1ª cena em rede nacional nos EUA a trazer um beijo inter-racial entre um branco (o Capitão James T. Kirk) e uma negra (a Tentente Uhura), feito esse que foi elogiado pelo grande Martin Luther King que chegou à visitar Nichelle Nichols e parabeniza-la pela ousadia.

A Tripulação Original da Enterprise na Série Clássica

Após bater de porta em porta, Gene teve seu projeto rejeitado por todas as emissoras de TV da época. Muitas marcavam uma reunião com ele apenas para ouvir suas ideias e depois usa-las em suas próprias séries que já estavam em andamento. Caso de "Perdidos no Espaço" que literalmente usurpou várias ideias de Gene Roddenberry sem lhe dar crédito algum. Apenas um estúdio que na época estava indo à falência resolveu bancar o ousado projeto de Roddenberry, a Desilu Productions. Jornada nas Estrelas (Star Trek) estreiou em 1966 e durou 03 anos, totalizando 3 temporadas. Apenas após seu cancelamento é que o estúdio percebeu o sucesso que tinha em mãos. Star Trek passava às sextas-feiras à noite, dia em que muitos professores universitários, físicos, cientistas, astronautas e qualquer outro profissional que levava ciência à sério podia assistir. Quando foi cancelada uma legião de fãs se levantaram pedindo sua continuidade. Infelizmente isso aconteceria apenas muito tempo depois nos anos 70, com o lançamento de vários filmes baseados na série.

A improvável amizade entre um capitão cheio de contradições e um alienígena incapaz de entender as emoções humanas

Reprisada no mundo inteiro ao longo das décadas de 70, 80 e 90, qual foi afinal o segredo do sucesso de Star Trek? Em minha opinião foram vários segredos. Aqui gostaria de citar apenas os que interpreto como os mais importantes. Em 1º lugar, desde o início, as histórias concebidas por Gene Roddenberry e sua equipe sempre colocavam as pessoas e não a tecnologia e efeitos especiais em 1º plano. Os episódios eram construidos em cima de dramas pessoais ou coletivos vivenciados pela tripulação. Isso sempre gerou uma identificação muito grande com o público. Em 2º lugar a série sempre acreditou na inteligência do público e nunca imbecilizou suas tramas, entendendo que os mistérios da ciência podiam sim serem trazidos para o cotidiano das pessoas, abrindo uma importante discussão sobre como a humanidade se comportaria frente à um mundo cada vez mais tecnológico. Muitos dos objetos aliás, usados na série viriam realmente a existir décadas depois. Por fim acredito que outro grande segredo da série tenha sido conseguir mostrar um grupo de pessoas agindo como família frente às mais adversas situações, reafirmando que as relações não precisam, e talvez não devam, ser "perfeitas" para darem certo.


O novo filme de J.J. Abrams é muito bom, nem tanto pelos efeitos especiais (muito bons por sinal), mas porque resgata a premissa sonhada por Gene Roddenberry e a atualiza para os nossos dias. O ideal de amizades improváveis (como a amizade entre o Capitão Kirk e seu oficial meio humano meio Vulcano Spock), o amor entre Uhura (vivida agora pela também bela Zoe Saldana) e Spock, a percepção de hierarquia e respeito e perpassa toda a tripulação... Tudo isso junto rende um ótimo filme. O vilão que J.J. Abrams escolheu é ninguém menos que Khan Noonien Singh. Khan aparece pela primeira vez no 22º episódio da Série Clássica, denominado "Semente do Espaço" (Space Seed), e foi ao ar no dia 16 de fevereiro de 1967. O vilão é um homem geneticamente melhorado que, ao lado de diversos outros homens e mulheres (também geneticamente melhorados) subiram ao poder na Terra durante as Guerras Eugênicas dos anos 90 (no universo de Star Trek). Na série clássica, Khan e seu séquito de super-homens, são encontrados pela Enterprise congelados em casulos vagando no espaço. Khan se mostraria um dos mais perigosos, inteligentes e violentos inimigos da tripulação da Enterprise.

Khan Noonien Singh na nova versão de Star Trek à esquerda e na série clássica à esquerda

Interpretado pelo famoso ator argentino Ricardo Montalban (o Sr. Roarke da série "A Ilha da Fantasia"), Khan voltaria a aparecer no filme Jornada nas Estrelas - A Ira de Khan de 1982. O novo Khan é tão ou mais brutal que o antigo e traz ao filme uma aura ao mesmo tempo nostálgica e atual.

Ricardo Montalban como Khan no episódio "Space Seed" na série clássica

Aqui no filme Jornada nas Estrelas - A Ira de Khan de 1982.

O novo filme é uma boa dica tanto para os antigos fãs da série, que poderão enxergar diversas menções e homenagens à série clássica (como a presença do Spock original (Leonard Nimoy) em uma cena), quanto para as pessoas que pouco ou nada conhecem deste grande patrimônio da cultura pop.


É isso aí amigos.

Vida longa e Próspera à todos!

Spock realizando a principal saudação Vulcana que significa "Paz e Longa Vida" ou "Vida Longa e Próspera"

sábado, 22 de junho de 2013

O Rosto da Mudança


As recentes manifestações que vem abalando e deixando perplexos os dirigentes de nossa nação chegaram de súbito e mostraram novamente que o poder emana do povo. Uma máscara tem sido vista constantemente no meio das manifestações como se fosse um código a ser interpretado pelas pessoas. Você sabe de onde vem esse símbolo? Bem... O que muitos talvez não saibam, e talvez até se espantem, é que essa máscara vem diretamente do universo das histórias em quadrinhos (HQs). Seguindo a linha editorial aqui do Blog (que se baseia em muito no universo dos quadrinhos) e em respeito à voz do povo e à singularidade das manifestações, essa matéria visa esclarecer um pouco de quem é esse rosto.


O rosto que vemos nas máscaras vem diretamente de uma história em quadrinhos do aclamado roteirista inglês Alan Moore chamada de "V for Vendetta" (V de Vingança em português). A história, escrita nos anos 80 e publicada pela primeira vez no Brasil em 1989, traz um anti-herói do povo, identificado apenas como "V", extremamente hábil com facas e em luta corporal que nunca mostra seu rosto. Na história de Moore uma Guerra Nuclear varreu a África e a Europa, levando ao subsequente colapso da sociedade abrindo espaço para que um governo autoritário e fascista subisse ao poder na Inglaterra. Na história todas as pessoas potencialmente subversivas (negros, asiáticos, judeus e gays) foram colocados em um mesmo local, evitando assim levantes e protestos. É nesse cenário que surge "V", um solitário manifestante/terrorista que inicia uma campanha de destruição de diversos símbolos do governo fascista, incitando assim o povo à despertar contra o sistema vigente. A máscara que "V" usa o tempo todo, e que vemos atualmente nas manifestações, é o rosto de um personagem real chamado Guy Fawkes.


Guy Fawkes foi um cidadão inglês que nasceu em 1570 e que participou da Revolução Católica chamada de "Conspiração da Pólvora" por volta de 1605 durante o governo do Rei protestante James I. O levante objetivava lutar contra a repressão de James I aos direitos políticos dos católicos, que por sua vez queriam restaurar o poder da igreja católico no governo. Fawkes era especialista em explosivos, por isso em uma tentativa do movimento de explodir o parlamento inglês durante uma sessão com todos os parlamentares e o Rei presente, Fawkes foi quem ficou cuidando dos barris de pólvora no subsolo do parlamento. Com medo de que a explosão ferisse inocentes os líderes da conspiração enviaram avisos para que as pessoas se mantivessem longe do parlamento naquele dia. Um dos avisos porém, chegou até o Rei, que ordenou uma revista ao prédio do parlamento, encontrando assim Guy Fawkes no subsolo guardando a pólvora.

Guy Fawkes

Após sua prisão Fawkes foi torturado e resistiu bravamente à tortura até não conseguir mais, entregando assim, ao final de uma semana todos seus companheiros. A coragem de Fawkes foi reconhecida inclusive pelo próprio Rei James I. Todos foram condenados à decapitação, Fawkes no entanto, conseguiu se desvencilhar dos guardas enquanto estava sendo levado para o cadafalso se atirando de um  muro e quebrando desta forma o pescoço, escapando assim da decapitação.

Prisão de Guy Fawkes

Alan Moore se baseia nessa história e cria "V", o terrorista libertário de "V for Vendetta". A máscara, que trás o rosto de Guy Fawkes representaria o ideal do povo contra os desmandos e corrupção de um governo.


O símbolo da máscara de Guy Fawkes vem aparecendo cada vez mais nos movimentos sociais ao redor do mundo trazendo não apenas o ideal de oposição ao governo, mas a possibilidade de manter escondida a identidade de seus usuários, forçando seus governantes à identificarem o rosto do povo, e não o rosto de uma pessoa. Os protestos no Brasil surpreenderam a todos, mas sabemos que já eram uma crônica anunciada frente aos desmandos e corrupção vistos nas últimas décadas. Percebo três tipos de manifestantes nas recentes manifestações: o 1º o manifestante pacífico, o 2º o vândalo e o 3º (e que ninguém ainda percebeu) é aquele que expressa a revolta da nação quando se depara com qualquer símbolo ligado ao governo (em Brasília ou em qualquer cidade). Ao se deparar com o símbolo o indivíduo se vê roubado e vilipendiado ao longo dos anos, o que acende sua ira. Para que as manifestações continuem ocorrendo com o apoio da massa é preciso que esse sentimento de indignação seja controlado e canalizado para os meios adequados. 

Guy Fawkes guardando os barris de pólvora

Não posso deixar de comentar a decepção que tive ao saber que nossos governantes preferiram se consultar com "marqueteiros" ao invés de buscarem respostas ao clamor do povo junto à sociólogos e antropólogos extremamente competentes das nossas universidades. A mensagem precisa ser decodificada e trabalhada. Outro ponto que me irrita muito é o fato de muitos falarem que o voto é nossa principal arma. Acredito sim que o voto direto é uma das maiores conquistas de nossa sociedade, porém ele é mais uma "ferramenta" e não um "fim". Isso porque o voto de nada adianta se só podemos votar um uma lista de candidatos previamente aprovada pelos corruptos de plantão. Ou seja, podemos escolher apenas entre aqueles que "eles" já escolheram. Solução? Bem... A solução é preservarmos a todo custo o voto direto, ao mesmo tempo que lutamos por uma "REFORMA POLÍTICA" na qual os corruptos percam espaço e regras sejam determinadas, impedindo conchavos e vendas de apoio mútuo, minimizando assim a possibilidade de escolhas de candidatos baseados em interesses particulares. Despeço-me com o orgulho de ver nossa nação se politizando e crescendo junto às demandas de nosso tempo.



domingo, 16 de junho de 2013

Miniatura Marvel 22 - Motoqueiro Fantasma

Miniatura Marvel Nº 22 - Motoqueiro Fantasma

O Nº 22 da Coleção de Miniaturas Marvel é o infernal "Motoqueiro Fantasma" ou, em inglês, Ghost Rider. Criado no início dos anos 70, o Motoqueiro apareceu pela 1ª vez na revista "Marvel Spotlight Nº 05" de agosto de 1972. Com uma origem fortemente ligada ao ocultismo, o personagem nasceu das mentes do desenhista Mike Ploog e dos escritores Roy Thomas e Gary Friedrich. O mundo do Motoqueiro Fantasma é infestado de seres espirituais, conflitos entre exércitos demoníacos e angelicais, homens e mulheres à margem da sociedade, bêbados, drogados e quaisquer tipos de párias. Com um grande potencial para boas histórias, infelizmente o personagem já sofreu na mão de roteiristas ruins, intervenções mercadológicas e modismos em suas histórias. Aproveitando essa bela peça da coleção, a matéria abaixo visa trazer algumas informações sobre essa incrível e perturbadora figura.

Miniatura Marvel Nº 22 - Motoqueiro Fantasma

O Motoqueiro Fantasma é na verdade o motociclista Johnny Blaze, filho de um casal de motociclistas que faziam shows em circos e feiras saltando por sobre caminhões e carros. Após a morte de seus pais em uma circunstância repleta de questões estranhas e sobrenaturais Johnny é adotado e, para salvar seu pai adotivo de um câncer, faz um pacto com Mephisto. A história de Johnny Blaze é longa e complexa, por isso vale apenas resumi-la dizendo que Johnny acaba tendo sua alma vinculada ao demônio Zarathos, um ser milenar e extremamente poderoso.

Miniatura Marvel Nº 22 - Motoqueiro Fantasma

Johnny passaria suas noites e boa parte de sua vida como Motoqueiro Fantasma, falando mais claramente, como um Espírito da Vingança, um ser que é atraído pela maldade da alma humana e, quando diante de homem ou mulher que merece punição, exercita seu olhar punitivo, condenando tal pessoa a vivenciar o mal que infligiu aos outros. As histórias do Motoqueiro trazem, ou pelo menos deveriam trazer, toda aquela atmosfera de lugares perdidos, aridez, asfalto quente, poeira, vento causticante e ronco de motocicleta. Todas as vezes que o personagem se aproximou destas premissas nós fomos presenteados com boas histórias, infelizmente isso não acontece sempre. Embora outros homens tenham sido condenados à convivência com Zarathos, caso de Danny Ketch (irmão de Johnny Blaze), foi como Johnny que o personagem ficou mais conhecido.

Miniatura Marvel Nº 22 - Motoqueiro Fantasma

As referências à um ser conhecido como Ghost Rider na literatura e na música vem de longe. Muitos devem conhecer a canção "Ghost Rider in the Sky" composta em 1948 por Stan Jones. A música conta a história de um vaqueiro que certo dia avista no céu uma boiada em disparada, com animais de olhos vermelhos e cascos de ferro em um grande alarido. Após trovões e raios o vaqueiro avista Cavaleiros Fantasmas cavalgando em cavalos que soltam fogo pelas narinas. Enquanto contempla aquela assustadora cena, um dos Cavaleiros Fantasmas chama o nome do vaqueiro. Ao se voltar para a voz, o vaqueiro escuta um dos fantasmas dizer para ele pensar em como está vivendo sua vida, pois caso contrário ele será condenado a passar a eternidade como um Cavaleiro Fantasma. Embora já gravada por muitos cantores de música folk e country, a versão que eu mais gosto é com o antigo e esquecido grupo The Sons of the Pioneers que você pode conferir no vídeo abaixo.



Miniatura Marvel Nº 22 - Motoqueiro Fantasma

O Motoqueiro Fantasma seria, portanto a versão moderna desta antiga história. Toda a simbologia que o envolve é um grande material que poderia ser trabalhado e render filmes e HQs fantásticas. Infelizmente isso não tem acontecido em minha opinião. Exceção eu faço, no entanto a ótima HQ "Estrada para Danação", que rendeu inclusive uma matéria aqui no Blog à época em que a li. Em minha opinião o Motoqueiro Fantasma deve ser tratado no âmbito das histórias de terror e mistério, pois sem dúvida nenhuma possui a mítica necessária.

Miniatura Marvel Nº 22 - Motoqueiro Fantasma
A miniatura do Motoqueiro presente na coleção foi uma das mais elogiadas nos Blogs e Redes sociais. O detalhe da corrente (real) ao redor do tórax do personagem conferiu-lhe imponência e belicosidade. Além disso, os tradicionais espinhos que se projetam de sua jaqueta de couro, botas e luvas também estão presentes. Eu gostei muito e acho que a única coisa que gostaria acrescentar à figura seria sua motocicleta infernal. À semelhança de algumas figuras da coleção que vieram na versão "Double Pack", ou seja, duas figuras em uma (ex. Kazar e Zabu), essa também poderia ter sido idealizada desta forma. Porém isso não tira a excelência da figura.

Bom amigos, despeço-me deixando uma foto deste grupo que gosto muito e que para mim foi uma genuína banca folk. 

The Sons of the Pioneers

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Coleção de Miniaturas DC Comics no Brasil !!!


Olá amigos! É com grande satisfação que venho até vocês hoje nesse grande e especial dia para informar o que todos provavelmente já souberam. A esperada Coleção de Super-Heróis DC Comics é finalmente lançada em terras Brasileiras! Notícias recentes já davam conta de que isso estaria prestes a acontecer, porém agora podemos comemorar. É fato!! Nessa matéria apresentarei algumas características dessa coleção que trás novidades importantes em relação à sua correlata da Marvel (Coleção de Miniaturas Marvel). 



No início de 2013, em entrevista à revista Mundo dos Super-heróis Nº 40, o Gerente de Marketing da Eaglemoss já nos dava a conhecer alguns planos da empresa aqui no Brasil. Dentre eles o que mais chamava atenção era, sem dúvida nenhuma, o lançamento da coleção DC para o início do segundo semestre. Porém tudo ficou mais sério quando a Eaglemoss, em meio à uma maciça estratégia de marketing relançou, em Maio último, a Coleção de Miniaturas Marvel em várias cidades do Brasil (atestando que havia chegado para ficar). Mais especificamente em relação à Coleção DC de Miniaturas, os boatos se agigantaram quando um vídeo sobre ela apareceu no Youtube, comprovando que o lançamento era iminente!! Assista abaixo!




Ontem, no entanto a notícia atingiu como um bólido à todos! A assinatura da Coleção DC estava definitivamente incorporada ao Site Oficial da Eaglemoss no Brasil. Vamos então à algumas características desta maravilhosa coleção. À semelhança da Coleção da Marvel, a da DC também possui um Site Próprio no qual as assinaturas podem ser feitas. A qualidade das peças é inquestionável e ao compara-las com as da Marvel é possível, inclusive, perceber que possuem maior robustez e, ao que me parece, o pedestal no qual as mesmas são montadas parece-me um pouco mais alto. Veja abaixo alguns personagens que serão lançados nos primeiros números da coleção!


Embora muitos já saibam, é bom salientar aqui que essa coleção encerrou-se na Europa há algum tempo e contou com cerca de 120 peças. Esperemos que aqui no Brasil ela tenha fôlego para ser lançada em sua totalidade. Como muitos poderão observar no site da coleção, há três opções de assinaturas que o comprador pode escolher conforme segue nas imagens que inseri abaixo.



 


Apesar não encontrarmos nas opções acima as modalidades "À Vista" ou em um "Parcelamento" mais variado à escolha do comprador, quando clicamos em uma delas (no Site da Coleção) você é direcionado à uma outra página onde pode preencher seu cadastro e dividir o valor da assinatura anual em diversas opções de parcelamento. Assim como na Coleção Marvel, cada peça da DC é acompanhada por uma revista que eu particularmente acho muito boa. No caso da desta coleção a revista traz aspectos importantes da mitologia do herói, dentre eles: Biografia geral do personagem; As grandes e clássicas histórias do herói; Aliados e inimigos; Iconografia (objetos e itens gerais que fazem parte do cotidiano do herói ou vilão); Abordagem original (aspectos principais que tornaram o personagem o que ele é hoje na cultura mundial).

Revista que acompanha o personagem - No caso acima a do Nº 01 - Batman

O número 01 é ninguém menos que o Batman! Ao contrário da Coleção Marvel, essa da DC resolveu lançar seus principais personagens quase que de imediato, ou seja, nos primeiros números da coleção. Essa é uma estratégia que diferencia a coleção e seu impacto na sua continuidade até o número 120 é uma incógnita. Muitos começarão a pular personagens menos conhecidos com o avançar dos meses? Bem... Vamos ver. Eu posso dizer que particularmente tentarei comprar todos!


Uma característica que gostaria de ressaltar aqui, e que me pareceu um avanço da Eaglemoss no Site da Coleção DC em relação ao Site da Coleção da Marvel foi a inclusão de um setor no qual o cliente pode tirar suas dúvidas mais frequentes. Isso eu achei um avanço na direção de um maior respeito com os assinantes. Aliás, cabe ressaltar que o salto qualitativo no relacionamento com os assinantes é incontestável se compararmos com a época em que a Coleção da Marvel era distribuída pela PANINI no ano passado. Ainda podemos ver algumas coisas que precisam ser ajustadas, como por exemplo atendentes da Eaglemoss que às vezes se mostram pouco informados ao telefone sobre o arsenal de coleções que a empresa dispõe no Brasil. Veja abaixo a página com as principais dúvidas a serem consultadas no site.

Setor do Site da Coleção da DC no qual dúvidas podem tiradas! Inovação em relação ao site da Coleção da Marvel.

Um último aspecto que eu gostaria de deixar registrado é sobre os brindes. Particularmente eu gostei. À despeito da "Plataforma" das Miniaturas Marvel ser mais bonita (em minha opinião) que a da DC, esse pacote de brindes aos assinantes é bem interessante e composto de:

1 - Miniatura do Batman (que achei show!);

2 - Apocalipse segurando a capa do Superman (uma clara alusão à um momento emblemático na vida do Super, sua morte);

3 - A Plataforma ou Base na qual algumas miniaturas podem ser expostas;

4 - Fichário.

Brindes aos Assinantes

Bem... É isso aí amigos. Quem esperou e torceu para ver esse dia chegar pode se alegrar. Temos atualmente no Brasil duas das mais celebradas coleções de heróis lançadas no mundo. O que explica esse ótimo momento do colecionismo no Brasil eu acho que passa por vários fatores: a crise na Europa (que possivelmente levou a fabricante Eaglemoss buscar mercados mais promissores); o momento de nossa economia (que, apesar dos percalços, tem conseguido se manter); a dimensão continental de nosso país que propicia um mercado imenso, colossal. Enfim... Acredito que tudo está relacionado. Bom! Agora é curtirmos e nos irmanarmos nessa grande família composta por colecionadores (novos e antigos) do Brasil!!

Abraço à todos!
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