terça-feira, 27 de novembro de 2012

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - Rural Willys (1968)

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - Rural Willys (1968)

Qualquer pessoa que tenha curtido parte de sua infância nos anos 70 deve se lembrar muito bem de um carro que era sinônimo de passeios em sítios, fazendas, piqueniques, pescarias, idas à cidades pequenas, estradas empoeiradas, entre outras memórias de um Brasil mais simples, pequeno e mais provinciano. O Jeep Willys, ou Station Wagon (como era conhecido pelos gringos) ganhou aqui em nosso país o nome de Rural Willys. O Nº 05 da Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil é uma bela réplica desse automóvel que foi a festa de nossos avós.  A Rural Willys trazia em suas linhas a herança direta dos Jeeps militares da 2ª Guerra Mundial, um design que os jovens do final dos anos 70/início dos anos 80 queriam abandonar em prol de linhas mais arrojadas e modernas. No entanto, a Rural possui um encanto próprio que pode ser acompanhado nas fotos a seguir.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - Rural Willys (1968)

A Rural inaugurou no Brasil a Era dos Utilitários Esportivos e é filha do Jeep Station Wagon de 1946. Sua pintura, chamada carinhosamente de "saia e blusa", tinha a finalidade de dar a impressão de carroceria de madeira (herança do gosto norte-americano), além disso trazia alguns itens que suavizavam sua proposta de carro rude, dentre eles, calotas cromadas, grade dianteira repartida e cantos arredondados. Seu interior trazia ripas de madeira no assoalho indo ao encontro da ideia de transporte de carga se necessário.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - Rural Willys (1968)

Nos anos 60 a Rural passaria por mudanças que a aproximariam mais de um automóvel usual, distanciando-se do Jeep. Esses benefícios constavam nessa versão de 1968 apresentada nas fotos, são eles: mecanismo de ejeção de água para o limpador de para-brisas que deixava de ser a vácuo (acionado pelo pé do condutor) e passava a ser elétrico; 1ª marcha sincronizada; dínamos deram lugar ao "alternador", o que ajudava a manter a carga da bateria; e câmbio de 04 marchas. Outro atrativo era o preço, que se equiparava ao de um carro pequeno.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - Rural Willys (1968)

A crise do petróleo no início da década de 70, advinda da Guerra dos Seis dias na qual vários países árabes uniram-se para guerrear contra Israel, desencadeou uma disparada no preço da gasolina em vários países. Isso seria o início do fim da Rural que nessa época já era montada pela Ford no Brasil (antes essa tarefa era da Willys-Overland) e por isso mesmo havia mudado de nome para Ford Rural. A Ford tentou deixar-lo mais econômico passando a monta-lo com o motor do Maverick, porém o fim de uma Era já havia sido decretado pela mudança de pensamento de todos, desejosos de romper com o chamado "velho", um conceito que com a maturidade vamos percebendo que é bem relativo. 1977 foi último ano de produção da Rural no Brasil.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - Rural Willys (1968)

Taí um carro pensado para agregar amigos, família, cachorro, gato, malas, tudo que tivesse sabor de passeio. Pelo menos pra mim que era bem garoto no fim dos anos 70. A miniatura (como pode ser vista nas fotos) consegue, na minha opinião, resgatar todo esse "espírito" que afirmo acima. Para mim esse é um dos grandes motivos que movem alguns (talvez a maioria) colecionadores: a possibilidade de resgatar sentimentos resilientes admirando essas pequenas peças.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - Rural Willys (1968)

Carros, em particular, estabelecem esse fascínio em função de agregarem não apenas lembranças pessoais, mas também por expressarem ideias, gostos e o imaginário das gerações. São espelhos nesse sentido. Para mim a Rural bem que parece o carro da "Quadrilha de Morte" da "Corrida Maluca", o desenho da Hanna-Barbera.

Coleção Carros Inesquecíveis do Brasil - Rural Willys (1968)

Abaixo seguem as características técnicas desse modelo.


Abraço a todos!!!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Prometheus

Representante da raça de seres que teria sido nossos antepassados em tempos imemoriais

Em função de eu ter perdido o filme "Prometheus" quando passou nos cinemas, decidi aguardar seu lançamento em DVD, algo que aconteceu recentemente. Estava muito ansioso para vê-lo. Ridley Scott o diretor que no final dos anos 70 chocou o mundo ao exibir seu 1º filme do Universo "Alien" (O 8º Passageiro) retoma aqui a franquia. Nunca até então o medo havia sido evocado de forma tão nua e crua numa sala de cinema como, na minha opinião, ocorreu com "Alien: O 8º Passageiro". O horror não vinha de maníacos sanguinários, comuns naquela época em função do sucesso do "Massacre da Serra Elétrica". Na verdade o terror de Alien vinha de um lugar estranho e profundo: O Espaço Sideral. O monstro era nada mais nada menos que uma criatura que não podíamos nem dizer que era "boa" ou "má". Simplesmente existia como espécie biológica e fazia de tudo pra se reproduzir. Depois de 04 filmes dessa franquia e mais de 30 anos depois Ridley Scott traz de volta esse universo que habitou o mundo de qualquer garoto que cresceu entre o final dos anos 70 e década de 80. "Prometheus" retoma a história antes do 1º filme e, na minha opinião Scott acerta muito. O terror ainda está lá, mas abre-se aqui um outro pano de fundo para o filme: a busca pela razão de nossa existência. Esse tema já havia sido abordado por Ridley em outro filme seu "Blade Runner: O Caçador de Andróides". Agora ele volta e serve como pano de fundo para a expedição da nave "Prometheus" a um distante planeta.

O distante planeta onde a nave terráquea Prometheus busca respostas para nossa existência

Prometheus retoma um sub-gênero de ficção científica que crescí curtindo muito, o gênero chamado "Space Opera". Caracterizado por expedições ao espaço profundo em que nosso vínculo com o planeta Terra acaba se perdendo, esse estilo possui, em minha opinião alguns bons representantes, caso da série alemã "Perry Rhodan" nos livros, alguns episódios mais sérios e iniciais de série "Star Trek" na TV e a grande HQ "Storm". Essa última aliás pretendo ainda falar muito, pois para mim é maravilhosa. No gênero "Space Opera", ao perdermos o vínculo com nosso planeta nos deparamos com a verdade que sempre esteve diante de nós: sempre estivemos vagando por infinitos, eternos e silenciosos espaços. Essa constatação aparece por exemplo nas palavras do grande financiador da expedição da Prometheus em seus momentos finais de vida no filme. Aliás, é justamente a negação desta constatação que faz com que a Dra. Elizabeth Shaw (muito bem interpretada pela atriz Noomi Rapace) persista com sua vida ao final do filme. Algo que dá um brilhante "gancho" para continuações, um "gancho" de buscas de respostas sobre a paternidade da espécie humana.

O Estranho "Space Jockey"

A premissa de Prometheus é inteligente ao tentar rastrear uma figura que aparece de relance apenas em uma curta cena do 1º filme de 1979 (Alien: O 8º Passageiro). Nela uma estranha, grande e inerte criatura de  formato humanóide aparece sentada em uma estranha cadeira. Quem seria essa fascinante criatura que simplesmente nunca mais apareceu nos filmes da série? De tão fascinante a criatura ganhou até um apelido "Space Jockey". O próprio Ridley Scott admitiu qua não sabe exatamente a origem do ser. Sendo assim diretor e público saem a procura da origem da criatura que no filme Prometheus parece estar intimamente ligada à nossa origem como espécie. No filme descobrimos que o "Space Jockey" é de uma raça apelidada de "Engenheiros" pelos integrantes da nave. Tudo isso reabre a célebre pergunta de Erik Von Däniken: "Eram os Deuses Astronautas?".

O Andróide David facina-se pelo esquema do Sistema Solar deixado pelos "Engenheiros"

Como não podeia faltar em um filme da série Alien, Prometheus nos apresenta um Andróide (David). Muito bem interpretado por Michael Fassbender (o Magneto de "X-Men First Class), David fascina-se pela vida ao longo do filme, porém sempre deixa escapar um certo desprezo pela espécie humana. Fassbender trabalha tão bem que nos arrasta para dentro desse desprezo pela nossa espécie. Ele próprio, no entanto parece se surpreender com a complexidade humana ao final do filme.

Aterrizagem da nave Prometheus no distante planeta

O visual do filme resgata uma ambientação que há muito não via nos filmes de ficção científica, que ultimamente (nas duas últimas décadas eu diria) tem adotado uma temática mais voltada para a violência e conflitos pessoais. Na verdade os filmes de ficção científica que tenho assistido poderiam muito bem se passar em qualquer outro ambiente que não fosse o espaço sideral. Prometheus não faz parte disso, só o espaço profundo poderia absorver a profundidade da trama que, como disse acima, relaciona nossa origem com outros elementos presentes no universo.

A Dra. Elizabeth Shaw em uma das cenas de desespero do filme

Nem tudo no filme é filosofia, o medo e o desespero também estão presentes, mas na medida certa, equilibrando uma receita difícil de equilibrar, ou seja, fazer um filme que mexa com o profundo de nosso ser proporcionando-nos momentos de profunda reflexão ao mesmo tempo que nos faz dar saltos na cadeira. Postei a foto acima porque eu a achei a essência do universo "Alien" de Ridley Scott, sem contar que para uma atriz chegar ao ponto de expressar um desespero tão profundo como esse ela realmente tem que ser boa.


Relutei inicilmente em arrolar esse filme entre meus favoritos, porém depois eu o fiz. Pensei que é injusto com uma obra termos que esperar para ver se ela resiste ao "Teste do Tempo" para só aí caracteriza-la como "favorita" ou "clássica". Sendo assim Prometheus está devidamente alocado no verbete "Filmes Favoritos" como você pode ver no marcador abaixo. Recomendo assisti-lo com esse olhar mais reflexivo, curtam a ação, o medo e todo o resto, mas não deixem de contemplar a beleza das questões que o filme levanta. Abraço a todos!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Miniatura Marvel Nº 12 - Homem de Ferro

Miniatura Marvel Nº 12 - Homem de Ferro

Bom amigos, depois do atraso e de muita polêmica finalmente chegou hoje em minha casa a Miniatura Nº 12 da Coleção de Miniaturas Marvel. Aguardada com grande expectativa por muitos a miniatura do Homem de Ferro é realmente bem interessante. A pintura veio relativamente brilhante e a robustez da armadura pode ser logo constatada. O Homem de Ferro compõe, junto com o Capitão América e Thor, o que conhecemos como a Santa Trindade da Marvel. Essa alcunha foi dada em função de Tony Stark ser um dos membros fundadores, junto com os outros dois, dos Vingadores. Com uma história cheia de altos e baixos o Homem de Ferro ganhou popularidade entre os leitores, principalmente a partir dos anos 70, ao encarnar de forma magistral um homem cheio de falhas e em busca de um sentido para sua vida. Nesse processo ele foi do céu ao inferno expressando toda sua solidão e vazio existencial no alcolismo.

Miniatura Marvel Nº 12 - Homem de Ferro

O Homem de Ferro aparece pela primeira vez na revista "Tales of Suspense Nº 39" de março de 1963. Criação do mago dos quadrinhos, Stan Lee, o Homem de Ferro nasceu de um conturbado acontecimento na vida do playboy Tony Stark que ao acionar uma mina terrestre no Vietnã tem seu coração ferido por estilhaços desta mina. Logo em seguida o combalido Tony é capturado pelo maligno guerrilheiro Wong-Chu que o obriga a construir armamentos para que Wong as use em seus planos malignos. Tony junto com seu colega de cela (o Professor Yinsen) constroem uma armadura que o ajuda a sobreviver a seu ferimento e permite sua fuga. Yinsen, no entanto, se sacrifica nesse processo. Tony Stark deixaria então de ser o então fútil e vazio playboy, ou pelo menos tentaria, e passa a usar seu traje para o bem comum, tendo sempre como bússula o grande sacrifício de Yinsen.

Miniatura Marvel Nº 12 - Homem de Ferro

Embora para muitos o 1º contato com o Homem de Ferro tenha sido os recentes filmes da Marvel Studios nos quais ele é interpretado de forma contundente por Robert Downey Jr, o personagem possui uma trajetória bem definida com alguns pontos a serem destacados. Dentre eles a saga "O Demônio na Garrafa", publicada na 2ª metade dos anos 70 e na qual Tony Stark confronta um de seus maiores inimigos: o alcolismo. Escrita como uma história de superação e redenção esse é um dos pontos marcantes que ajudou a redefinir o personagem para as futuras gerações. Vale ressaltar que escolher o ator Robert Downey Jr para o papel de Homem de Ferro nos filmes foi algo ótimo, não apenas porque ele é um bom ator, mas porque sua trajetória de vida é cheia de altos e baixos também, inclusive com envolvimento com drogas e alcolismo. Robert Downey Jr é um "Homem de Ferro" na vida real.

Miniatura Marvel Nº 12 - Homem de Ferro

Mais recentemente outro ponto de destaque na trajetória do Homem de Ferro ocorreu na Saga Extremis, publicada aqui no Brasil em 2006 pela Panini. Nessa história o roteirista Warren Ellis atualiza o personagem para o novo século recontando sua origem. O Vietnã é agora substituido pelo Afeganistão. Tony teria seu corpo infectado por um vírus tecno-orgânico e isso mudaria para sempre a interação de Stark com sua armadura, que passaria a partir daí a ser controlada pelo seu sistema nervoso e se manifestaria a partir da sua vontade. Eu particularmente gostava mais quando Tony vestia sua armadura de forma clássica, ou seja, como se fosse um traje mesmo. Achei que a nova forma de interação com a armadura transformou o Homem de Ferro mais em um Ciborgue. Mesmo assim o personagem não perdeu o seu brilho.

Miniatura Marvel Nº 12 - Homem de Ferro

Por fim quero destacar a participação do Homem de Ferro de forma central na Mega Saga "Guerra Civil" de 2007. Nela Tony Stark fica ao lado do governo americano à favor de uma lei de registro de super-humanos, contra a qual o Capitão América vai radicalmente contra. Isso coloca os dois antigos amigos em rota de colisão, constituindo-se numa das séries mais aclamadas da Marvel dos últimos anos sob à batuta do roteirista Mark Millar.

Miniatura Marvel Nº 12 - Homem de Ferro
A miniatura faz jus à toda espera e expectativa. Ao olha-la de perto percebemos uma certa "sujeira" escura na pintura que acredito ser proposital pois dá um aspecto "ferroso" ao traje. Essa é, no entanto, uma miniatura que não traz o personagem com seu visual clássico pois essa armadura já faz parte da Era pós "Extremis". Eu como sou leitor antigo confesso que sinto falta do visual antigo, mas esse aí também é bem legal. Para os saudosos como eu há uma 2ª miniatura do Homem de Ferro nessa coleção que faz parte do segmento "Especial" e traz o Homem de Ferro original, com aquela armadura que ajudou Tony à fugir do Afeganistão. Vale a pena conferir. 

Bom amigos curtam as fotos e quando receberem ou comprarem a de vocês postem suaa opiniões.

domingo, 11 de novembro de 2012

O Véu Pintado


O estilo "romance" no cinema sempre foi pra mim uma armadilha, porém aqui e acolá existem verdadeiras pérolas que devem ser divulgadas e recomendadas. É o caso do filme "The Painted Veil" (O Véu Pintado) que no Brasil ganhou o nome de "O Despertar de uma Paixão". Baseado no romance "The Painted Veil" de William Somerset Maugham, o filme é uma grande viagem aos confins da China e aos limites de um relacionamento conjugal abalado. É estrelado por uma das poucas atrizes que eu considero realmente bonitas em Hollywood atualmente, Naomi Watts. Naomi interpreta Kitty Fane uma moça casada com Walter Fane (o brilhante Edwar Norton). O filme me chamou atenção em função da conturbada relação entre o casal. Walter, que é médico sanitarista, logo de início força Kitty a acompanha-lo à uma viagem ao interior da China numa zona rural arrasada pela cólera. O local é totalmente ermo e além de tudo eles tem que lidar com a animosidade dos chineses aos estrangeiros, ecos da revolução comunista que viria a seguir.


Qualquer coisa que eu venha a contar estragará a interessante história que se desenrolará a partir deste início, caso alguém venha a querer assisti-lo. A verdade é que a história acaba arranhando a profundidade do que é, ou pelo menos deveria ser, o "amor" entre duas pessoas. Tristeza, solidão e descobertas mútuas vão em um crescendo, daí o adequado nome dado ao filme aqui no Brasil. Recentemente fiquei sabendo que essa é a 3ª versão cinematográfica deste romance. A 1ª foi estrelada por Greta Garbo em 1934. A 2ª, com o título "The Seventh Sin" de 1957, por  Eleanor Parker. Não assisti essas versões anteriores, porém essa nova (2006) foi um dos filmes que eu colocaria como imprescindíveis numa escala que oscila entre "suicídio" e "imprescindível".


Outro grande destaque é a magnífica Trilha Sonora composta por Alexandre Desplat e executada pela Orquestra Sinfônica de Praga. A música no filme é tão presente que torna-se um personagem. Infelizmente um dos momentos mais belos do filme, sua sequencia final, que é embalada por uma canção de ninar (A La Claire Fontaine) também composta por Alexandre Desplat não consta no CD oficial da Trilha sonora. Mesmo assim eu recomendo o CD!  Aliás, já há algum tempo eu não via uma sequencia tão bela e cheia de significados como essa nos filmes dos últimos anos. É claro que nesse meu relato sobre o filme há toda uma identificação pessoal, mas mesmo assim quem assistir provavelmente gostará.


Pensei em colocar um vídeo aqui no final com "A La Claire Fontaine", porém estragaria o contexto que lhe é atribuido na sequencia final. Sendo assim fica apenas a recomendação para assistir ao filme. Grande abraço a todos.

domingo, 4 de novembro de 2012

Miniatura Marvel Nº 11 - Fênix

Miniatura Marvel Nº 11 - Fênix

Amigos... Depois de algum tempo de seu lançamento em bancas venho apresentar a Nº 11 da Coleção de Miniaturas Marvel: Fênix. Primeira representante feminina do Universo Marvel nessa coleção, a Fênix é uma das personagens da Marvel com cronologia mais cheia de reviravoltas, o que, por isso mesmo, a deixou com uma vida bem bagunçada. Fênix na verdade é Jean Grey, uma das primeiras alunas da Escola para jovens superdotados do Professor Charles Xavier. O Professor X, como viria a ser conhecido, era um grande mutante com poderes telecinéticos que acreditava na co-existência pacífica entre humanos e mutantes. "Mutante" é o termo que designa aqueles que nasceram com um gene alterado, desencadeando o aparecimento de super-poderes e aptidões acima dos humanos normais nesses indivíduos. Jean Grey era uma frágil menina proveniente de uma família que logo percebeu seu dom especial, também ligado à telecinésia. Seus pais a encaminharam à Escola do Professor X, deixando-a aos seus cuidados para que ela crescesse em um ambiente mais seguro, longe dos olhos desconfiados dos outros humanos.

Miniatura Marvel Nº 11 - Fênix
Jean Grey integrou, em sua adolescência, a 1ª versão da equipe conhecida por todos como X-Men. Na época Jean Grey adotava o nome de "Garota Marvel". Essas primeiras histórias saíram na década de 60, época em que os heróis eram apresentados de forma mais "non-sense" às pessoas. Com a chegada dos anos 70, iniciava-se o período que seria conhecido como a "Era de Bronze dos Quadrinhos", um período capitaneado por roteiristas mais jovens e ávidos por aproximarem os Super-Heróis dos gibis aos problemas, dramas e dificuldades do mundo real. Essa "Era" trouxe modificações à praticamente todos os heróis não só do Universo Marvel, mas da DC também. A Garota Marvel não sairia imune à esse Tsunami criativo e transformador que marcou essa época. Aliás, ela talvez tenha sido uma das personagens que mais tenha sofrido mudanças nesse período.

Miniatura Marvel Nº 11 - Fênix
Nessa fase os roteiristas dos "X-Men" fizeram com que Jean Grey manifestasse um poder extremamente grande e de difícil controle. Esse arco de histórias ficou conhecido como a Saga de Fênix (publicado no Brasil pela Editora Abril nos anos 80). Nele a Garota Marvel já havia mudado de nome para Fênix. Ao final dessa história Fênix se sacrificaria para salvar todos os X-Men morrendo ao final. Na época não era tão comum personagens morrerem nas HQs, por isso o impacto dessa história. Fênix, no entanto voltaria à vida com a seguinte explicação: na verdade Jean Grey havia sido sido possuída por uma entidade cósmica de imenso poder chamada "Fênix". Jean Grey compartilharia seu corpo com essa entidade ainda dando muito o que falar nas HQs dos X-Men.

Miniatura Marvel Nº 11 - Fênix
O que acho de tudo isso: Bom... Os X-Men era o grupo de super-heróis preferido de minha adolescência, mas a partir de um certo ponto os roteiros das histórias desses heróis foram ficando cada vez mais intrincados. Isso foi acontecendo aqui no Brasil dos anos 80 para os anos 90, tornando a experiência de ler esses quadrinhos algo muito complicado, pois as histórias eram cheias de pontas soltas e com pouca verossimilhança. Eu chamo isso tudo de "A Grande Merda Mutante". Nunca mais conseguí acompanhar esse universo com o gosto que tinha quando garoto. Quero ressaltar, no entanto que acho a premissa que rege os X-Men fantástica, porém eles foram deixando de ser heróis para tentarem sempre, sempre e sempre sobreviverem às ameaças da humanidade. Esse conceito por trás das histórias dos mutantes aliás, foi o gande filão da Marvel para esses heróis nas duas últimas décadas, ficando batido ao meu modo de ver.

Miniatura Marvel Nº 11 - Fênix
Esse é um gosto meu, mas prefiro pensar os X-Men de forma mais simples, como eu os via há muitos e muitos anos atrás. Creio que para uma mitologia ser interessante ela não precisa ser intrincada e extremamente complexa. A miniatura da Fênix (como pode ser vista nas fotos) mostra a mulher esguia e esbelta que Jean Grey se tornou. Sua cabeleira ruiva é bem reproduzida, destacando essa que é uma de suas marcas registradas: Cabelos de Fogo! A postura da miniatura também confere o "ar" mais agressivo que a personagem possui em suas histórias como Fênix.

Miniatura Marvel Nº 11 - Fênix
Bom amigos... Gostei bastante dessa miniatura. Achei muito bem feita, embora eu tenha verificado algumas variações bem perceptíveis entre um exemplar e outro da mesma miniatura. Isso atesta que cada uma possui características únicas em função do processo quase artesanal de produção de cada uma delas. Gde. Abc. à todos!!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...